O secretário municipal de Saúde, Vinícius Amoroso, e o secretário municipal adjunto de Saúde, Hélio Garcia Neto, em entrevista exclusiva ao A TRIBUNA (Foto – A TRIBUNA)

O A TRIBUNA fez uma entrevista exclusiva com o secretário municipal de Saúde, Vinícius Amoroso, e com o secretário municipal adjunto de Saúde, Hélio Garcia Neto, para detalhar quais são os principais desafios da Saúde em Rondonópolis e quais projetos e ações estão sendo programadas para ampliar o atendimento e melhorar a qualidade da saúde pública na cidade.
Vinícius Amoroso, que é advogado e atua na gestão pública desde 2007, assumiu a Pasta há 40 dias e diz que está sendo o maior desafio da sua vida.

 

 

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Hélio Garcia Neto, que é médico, assumiu como adjunto cerca de uma semana depois. À frente da Saúde, uma das pastas mais importantes, especialmente, neste momento de pandemia, os dois dizem que a intenção é unir a experiência em gestão pública de um com a experiência técnica como profissional de saúde do outro e conseguir fazer uma administração eficiente e que atenda as necessidades dos cidadãos.

Primeiro, eles elencaram quais os principais desafios que acreditam que precisam ser atingidos para que a saúde pública municipal possa prestar um serviço de mais qualidade para a população. Para os dois, a saúde básica precisa ser priorizada, pois é nela onde se encontram os principais gargalos que acabam por sobrecarregar a média e a alta complexidade.
De acordo com o secretário, Rondonópolis tem deficit de médicos para atuar na saúde da família e esse é um dos maiores problemas a serem enfrentados.

Hoje, seria necessário contratar, pelo menos mais 16 médicos para que nenhum posto de saúde ficasse sem o profissional.

Vinícius explica que sempre houve dificuldades para suprir a demanda da cidade, mas a situação ficou mais difícil com a pandemia. Com maior necessidade de profissionais para atuarem nos hospitais em sistema de plantão e com os valores mais altos pagos, muitos profissionais deixaram de trabalhar nos postos de saúde.

“Estamos buscando várias alternativas para reverter esse quadro. Conversamos com a UFR (Universidade Federal de Rondonópolis) que antecipou, em função de um pedido da Prefeitura, a colação de grau dos médicos que se formaram na segunda turma do Curso de Medicina. Com isso, conseguimos esta semana contratar três médicos recém-formados para trabalhar nos postos de saúde. Estamos conversando com mais seis para que sejam contratados”, explicou Vinícius Amoroso.

 

O secretário também ressalta que, junto a UFR, a Prefeitura está finalizando os trâmites burocráticos para a implantação da residência médica em saúde da família na cidade.

A ideia, é contar com mais uma alternativa para contribuir para a permanência dos profissionais em Rondonópolis. “Sem residência na cidade, a maior parte dos médicos que se formam na UFR acaba deixando a cidade para fazer residência e depois não retorna”, reforça Vinícius e complementa que esta é uma das alternativas encontradas para reduzir o deficit dos profissionais. “Sem médicos não se pode garantir saúde de qualidade para todos e o fortalecimento da atenção básica é primordial. A atenção primária é o motor da saúde e, sem ela, as demais áreas não irão funcionar adequadamente”, exemplifica Hélio Garcia Neto.

É com esse pensamento de garantir atenção básica de qualidade que o secretário destaca que toda a rede municipal está sendo informatizada. Em alguns meses, quando todo o sistema poderá ser interligado mais um dos maiores problemas da área poderá ser resolvido: as filas nos postos de saúde. Vinícius Amoroso explica que, com a informatização e interligação do sistema, nenhum papel será mais necessário e as consultas poderão ser agendadas pela internet, evitando que pacientes precisem aguardar senhas nas filas dos postos de saúde. “Isso será um grande avanço”, diz.

Fortalecendo a atenção primária, como explica o médio Hélio Garcia, automaticamente ocorre uma redução da demanda do atendimento de média e alta complexidade, bem como na urgência e emergência. Para que isso aconteça, a cidade também trabalha na expansão da cobertura da rede básica com a construção de novos postos de saúde.

“Ainda há bairros da cidade em que não há postos de saúde e moradores precisam se deslocar para outros bairros para receber atendimento, por isso, estamos investindo nessa ampliação”, completa o secretário de Saúde, Vinícius Amoroso.

“Sabemos que há muito a fazer, mas já há avanços que serão possíveis em curto prazo, porém outros demandará de um tempo maior para que se possa atingir os objetivos”, finaliza ele.

1 COMENTÁRIO

  1. Os terrenos baldios continuam com o mato tomando conta em muitos bairros, sem nenhuma ação concreta da prefeitura. E já estão sendo queimados pelos próprios donos especuladores. Uma boa ação seria deixar de ficar fazendo aquelas reuniões anuais nesta mesma época para discutir soluções e nossos gestores tomarem vergonha e exigir da administração que façam o seu trabalho e fiscalizem com rigor.
    Isso sim seria uma ótima ação pra melhor a qualidade de vida neste período.
    Já está começando de novo as queimadas nos mesmos terrenos que a mais de 10 anos estão abandonados…

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