Defensor público Fábio Barbosa: “risco de morte por conta da pandemia é muito menor tomando a vacina, Pfizer ou Coronavac” (Foto – Divulgação)

A Defensoria Pública de Mato Grosso, por meio do Grupo de Atuação Estratégica em Defesa da Saúde Pública (Gaedic Saúde), enviou um ofício aos prefeitos dos 141 municípios mato-grossenses recomendando a inclusão das gestantes e puérperas (mulheres até 45 dias depois do parto) no grupo prioritário de vacinação contra a Covid-19. Gestores municipais devem enviar resposta, incluindo as medidas que serão adotadas, em cinco dias.

Ao mesmo tempo, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recomendou a suspensão imediata do uso do imunizante Oxford/AstraZeneca em grávidas, após o Ministério da Saúde confirmar a investigação do caso de uma gestante que teria morrido no Rio de Janeiro depois de tomar a vacina.

 

 

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“Isso não muda em nada, nesse primeiro momento, quanto à necessidade da vacinação das gestantes e puérperas. O risco de morte por conta da pandemia é muito menor tomando a vacina, Pfizer ou Coronavac, do que não se tomar a vacina e correr o risco de ser infectado pela doença e evoluir para a forma mais grave”, sustentou o defensor público e coordenador do Gaedic Saúde, Fábio Barbosa.

Diante da recomendação da Anvisa, as Prefeituras de Cuiabá e Várzea Grande suspenderam ontem (11) a vacinação deste grupo. A Prefeitura da capital informou que grávidas e puérperas com comorbidades continuarão a ser vacinadas com a vacina da Pfizer.

Em Várzea Grande, as grávidas, com ou sem comorbidades, começariam a ser vacinadas com a AstraZeneca na tarde de ontem (11), mas a imunização também foi suspensa. O município comunicou que a vacinação das gestantes e puérperas deve ser feita com as doses da Pfizer a partir desta quinta-feira (13).

Em Primavera do Leste e Rondonópolis, no sudeste do estado, a aplicação em gestantes do imunizante Astrazeneca também foi suspensa, acatando ainda o posicionamento oficial do Ministério da Saúde.
“Nossa recomendação é usar as outras vacinas (Pfizer e Coronavac) nas gestantes e deixar a AstraZeneca para as outras pessoas dos grupos prioritários”, afirmou Barbosa.

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