Amar um filho é cuidar bem dele enquanto não tiver condições de sobreviver por conta própria? Com certeza.
Mas … daí… ele cresce e começa a se socializar. Então, temos que ensinar a ele os princípios básicos de convivência e de respeito aos mais velhos: dá licença, por favor, desculpe-me, entre outros.
Chega a hora de ir para a escola, aos princípios anteriores, acrescenta -se a disciplina, horários, afazeres pedagógicos.

Na adolescência surgem problemas, uma vez que os filhos começam a ter opinião própria sobre tudo e nem sempre concordam com a opinião dos pais, aliás, quase sempre batem de frente com eles. Sentem-se poderosos e capazes de decidir sobre todos os aspectos de sua vida. Não precisam mais dos pais. A não ser para pagar as contas, uma vez que muitos deles ainda não são independentes financeiramente.

É um período difícil para todos. Mais difícil fica quando o adolescente se descobre homossexual e a família não aceita e faz da vida dele um inferno!
Mas que diabos de amor é esse que só existe SE o filho seguir as normas e regras ditas “normais” pela sociedade? Ou quando o filho atende às expectativas que os pais criaram a respeito dele quanto ao modo de ser, sentir e agir profissional e socialmente? Caso contrário traz vergonha para as famílias, sendo que algumas preferem ver os filhos mortos (literalmente) do que felizes sendo quem e como são!

Mas o amor dos pais não é testado só quando seus filhos assumem sua homossexualidade, ou que se enveredam por profissões ou atividades “estranhas” àquelas esperadas ou almejada pelos pais. Ter filhos com qualquer tipo de problema de saúde ou uma síndrome também é motivo de vergonha para muitas famílias. Algumas chegam a abandonar o filho em razão disso, outras o acolhe, mas o mantém enclausurado.

Ainda bem que a cada dia é maior o número de famílias que assumem o filho como ele é, independentemente de qualquer problema de saúde ou síndrome que tenha ou venha a ter, e fazem questão de expressarem seu amor incondicional por ele, mostrando à sociedade e às suas regras que o que mais importa em uma família é o amor, o respeito, a confiança e o comprometimento entre seus membros.

(*) Wilse Arena da Costa é Profa. Doutora em Educação. Palestrante, Escritora e Membro Fundadora da Academia Rondonopolitana de Letras/MT, Cadeira n° 10. Contato: [email protected]

DEIXE UM COMENTÁRIO

Please enter your comment!
Please enter your name here