Registro da audiência pública sobre a implantação do sistema de Ônibus de Trânsito Rápido (BRT) (Foto – Tchélo Figueiredo/Secom-MT )

O Governo de Mato Grosso, conduzido pela equipe técnica da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra), realizou audiência pública por meio virtual nesta sexta-feira (07/05), em que demonstrou as vantagens e benefícios da implantação do sistema de Ônibus de Trânsito Rápido (BRT), movido a eletricidade, e diz ter comprovado a viabilidade do BRT como solução de mobilidade urbana na Região Metropolitana de Cuiabá.

Ao longo das três horas de audiência, mais de 150 pessoas chegaram a acompanhar a transmissão ao vivo. Foram apresentados os estudos realizados pelo Governo de Mato Grosso e pelo Grupo de Trabalho criado em conjunto com a Secretaria Nacional de Mobilidade Urbana e a Caixa Econômica Federal, que subsidiaram a escolha pela implantação do BRT. Também foram esclarecidos os litígios judiciais envolvendo o processo do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), que totalizam 14 ações judiciais tendo o modal ferroviário como objeto.

De acordo com o secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira, é tecnicamente atestado, através dos estudos elaborados e apresentados, que a solução BRT é a mais vantajosa, principalmente para o usuário do transporte coletivo, que é o maior impactado com as decisões a respeito da mobilidade urbana dos municípios de Cuiabá e Várzea Grande.

“É um projeto muito importante para a população. Não tenho dúvida nenhuma de que o Estado de Mato Grosso está pensando no melhor para Cuiabá e Várzea Grande. Estamos pensando em um transporte moderno, com menor custo para o cidadão e com melhor integração, para quem realmente utiliza o transporte público, para as pessoas que precisam realmente sair de sua casa e chegar mais rapidamente ao seu destino”, disse o secretário.

De acordo com o engenheiro de transportes Rafael Detoni, que apresentou os estudos durante a audiência pública, um dos pontos mais favoráveis para a implantação do BRT é a tarifa mais acessível, no valor de R$ 3,04, quando comparada ao do sistema VLT, que custaria em torno de R$ 5,28. Ou seja, mensalmente o VLT demandaria um custo adicional que teria que ser custeado pelos usuários por meio da tarifa, ou por meio do aumento de subsídios públicos.

 

BRT está em discussão para atender as cidades de Cuiabá e Várzea Grande (Foto – Ilustrativa)

Além disso, segundo os estudos demonstrados, o BRT apresenta melhor desempenho operacional e proporcionará maior flexibilidade de operação junto aos ônibus do sistema alimentador dos municípios, permitindo reduzir o número de integrações para os usuários, quando comparado à modelagem da rede com o sistema VLT, dada a possibilidade de uso compartilhado no corredor segregado.

Para a implantação do BRT, o Governo do Estado se responsabilizará pela realização das seguintes obras de infraestrutura: corredor segregado, paradas, estações e terminais, tratamento das calçadas, Parque Linear da Av. Rubens de Mendonça, Centro de Controle Operacional, Garagem Operacional do BRT com subestação de recarga elétrica dos ônibus, sistema de monitoramento e segurança da frota e usuários, sistema de comunicação com os usuários e também pela aquisição dos ônibus movidos a eletricidade.

Essas obras, ainda segundo os estudos, apresentam o menor custo e menor tempo de implantação quando comparadas às de outros modais. As obras devem durar até 18 meses e os investimentos estimados são da ordem de R$ 460 milhões, com a aquisição da frota de ônibus elétricos. Esses recursos, inclusive, já estão garantidos, segundo o secretário de Fazenda, Rogério Gallo.

DEIXE UM COMENTÁRIO

Please enter your comment!
Please enter your name here