Obra da Unidade de Acolhimento se arrasta, com várias paralisações, desde 2015 – (Foto – Arquivo)

Cerca de seis anos depois de ter sido iniciada e posteriormente paralisada, a Prefeitura de Rondonópolis marcou a data da licitação para a contratação de empresa para retomar a construção da Unidade de Acolhimento para dependentes químicos, localizada anexa ao Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (Caps-AD 3), no bairro Belo Horizonte. A licitação deve acontecer às 14 horas do próximo dia 24 de maio, na Sala de Licitações da Prefeitura.

 

 

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A obra da Unidade de Acolhimento foi lançada juntamente à construção do Caps-AD 3 ainda em 2013, quando o Município integrava o programa “Crack, é possível vencer” do Governo Federal, que tinha como objetivo o tratamento de dependentes químicos. Na época, a decisão de construir o Caps-AD e a Unidade de Acolhimento gerou uma grande polêmica com moradores da região do bairro Belo Horizonte, que não aceitavam que a construção fosse no local, pois o espaço iria receber pacientes em tratamento da dependência química. No entanto, após vários debates, a Prefeitura decidiu por manter a construção no bairro.

As obras então, tanto da Unidade de Acolhimento quanto do Caps-AD 3, tiveram início em 2015 e somente o prédio que abriga o Caps-AD foi concluído. A Unidade de Acolhimento acabou tendo as obras paralisadas pouco tempo após o início. Segundo a Prefeitura, entre os problemas que levaram a paralisação da construção na época estava a falta de repasse do Governo Federal.

A retomada da obra somente foi anunciada no final de 2018, depois da realização de novo processo de licitação, mas acabou novamente paralisada.

Desta vez, a Prefeitura informou que a morosidade na execução dos serviços e problemas na construção, que estavam em desconformidade com o projeto, levaram o Município a abrir um procedimento administrativo para romper o contrato com a empresa que era responsável pela construção.
Quando lançada, a obra da Unidade de Acolhimento estava orçada em pouco mais de R$ 700 mil. O espaço deveria contar com 15 vagas para abrigar pessoas em tratamento para a dependência química.

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