Com o projeto, por cerca de um quilômetro, tráfego pesado de carretas se misturaria com o trânsito urbano na Avenida dos Estudantes -(Foro – Arquivo)

 

A nova ligação da BR-364/163 com o Anel Viário, passando pela nova ponte sobre o Rio Vermelho, através da Avenida W-11, que começou a ser construída neste mês de abril pelo Governo do Estado, em parceria com a Prefeitura, poderá misturar o tráfego de veículos pesados com o urbano, na região do Sagrada Família, Azaleia, Parque São Jorge e também na Avenida dos Estudantes, uma das principais vias de Rondonópolis.

 

 

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Ocorre que, com a pavimentação da W-11 e a ligação com a BR-364, passando pela nova ponte sobre o Rio Vermelho, o tráfego pesado de veículos poderá passar por dentro da área urbana de Rondonópolis, visando acessar o Anel Viário. A nova ligação vai desaguar na rotatória da Avenida dos Estudantes (antigo trecho da MT-270), junto ao Buffet Ideias.

Mapa mostra projeção da ligação entre a BR-364 com o Anel Viário através da Avenida W-11 – (Foto – Reprodução)

Na sequência, os veículos pesados terão que trafegar cerca de um quilômetro pela Avenida dos Estudantes, até a entrada do Anel Viário pela rotatória seguinte, junto ao Village do Cerrado. A alça do Anel Viário, dessa forma, estará completa.

Procurada pela reportagem, por meio da assessoria de comunicação da Prefeitura, a secretária municipal de Governo, Mara Gleibe da Fonseca, que também responde pela Secretaria de Trânsito, não se pronunciou sobre o assunto. No entanto, o ex-secretário municipal de Trânsito e Policial Federal Rodoviário Aristóteles Cadidé, que também é especialista em trânsito/segurança viária, alertou ao A TRIBUNA que misturar o trânsito de veículos pesados com o urbano vai ocasionar um verdadeiro caos na área urbana.

Aristóteles Cadidé, ex-secretário municipal de Trânsito, PRF e ex-superintendente da PRF em MT, atesta que misturar o trânsito de veículos pesados com o urbano vai ocasionar um verdadeiro caos na área urbana -(Foto – Aristóteles Cadidé, ex-secretário municipal de Trânsito, PRF e ex-superintendente da PRF em MT, atesta que misturar o trânsito de veículos pesados com o urbano vai ocasionar um verdadeiro caos na área urbana)

“Ligar o trânsito pesado com a área urbana e ainda com trechos de curvas em bairros residenciais é uma bomba relógio. Será um caos para o trânsito e segurança da população. Esta ligação pela W-11 é importante para desafogar o trânsito, mas deve-se permitir, no máximo, veículos de médio porte até 10 toneladas, como é a permissão para a Avenida Beira Rio. Uma situação desta será mais um complicador para o trânsito, pois o atual Anel Viário, precisa de infraestrutura melhor com a sua duplicação, principalmente no trecho entre a Avenida dos Estudantes com a MT-130, trecho que já é considerado urbano e corta vários residenciais”, alertou Cadidé.

“Nessa região, o trânsito tem uma característica diferenciada tendo em vista a produção agrícola com trânsito pesado de carretas, que não combina com o trânsito urbano disputando o espaço em ruas não projetadas. É um perigo veículos de 30 toneladas disputando o espaço com pessoas e veículos de duas rodas. O planejamento urbano, em especial a mobilidade, deve abranger as regiões mais movimentadas, desde a periferia ao entorno da cidade e seus acessos. Até mesmo as regiões metropolitanas fazem parte de um contexto planejado do trânsito”, analisa.

“As vias de tráfego pesado, se não forem planejadas e conexas, provocam um desajuste na adequação do trânsito urbano, na segurança de pedestres e ciclistas”, continuou o ex-secretário, apontando que o governo estadual é o responsável pelo Anel Viário e poderia tomar providências para melhoria de sua infraestrutura, como a duplicação com iluminação e acessos seguros, que incluem rotatórias e viadutos, e a municipalização, principalmente do trecho entre a MT-130 a Avenida dos Estudantes.

 

1 COMENTÁRIO

  1. Trânsito de veículos pesados oriundos do anel viário, adentrando na Av. dos Estudantes e seguir pela W11 é uma tremenda temeridade. É um grave erro de logística. Vai acabar mal. Haverá mais congestionamento, transtornos e graves acidentes. É bom pensar em uma nova rota bem depressa.

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