1 – SENHORES E SENHORAS,
como vimos nas eleições municipais passadas, em Rondonópolis a disputa do pleito foi acirrada e histórica, com oito candidatos a prefeito, quando Zé do Pátio (SD) foi reeleito junto com a eleição do seu vice-prefeito, o empresário Ailon Arruda (PSD). Na política é comum uma eleição terminar e a próxima já começar a ser articulada. Já falamos aqui por diversas vezes da possibilidade do prefeito Zé Carlos vir disputar o governo de Mato Grosso em 2022.

E ao que tudo indica, se “o cavalo selado” passar na frente dele, realmente Pátio entrará na disputa estadual, tanto é que ele convocou no último sábado (24) o seu núcleo jurídico para debater o andamento dos processos que correm contra ele na Justiça.

A reunião teve a presença do advogado Lenine Póvoas, o principal nome da equipe jurídica de Pátio. Tal ocorrido é uma clara sinalização que o prefeito realmente está disposto a disputar o governo e já vem procurando deixar a sua ficha limpinha perante à Justiça Eleitoral.

MAS,
agora em nossa leitura, se isso mesmo se concretizar para as eleições de 2022, de certa maneira a Prefeitura poderá ficar sem um gestor eleito para o cargo, isso mesmo, sem nenhuma liderança capaz de “tocar” a segunda maior economia de Mato Grosso, isso pela seguinte análise: Pela legislação eleitoral, para Pátio se candidatar ao governo estadual, ele terá que renunciar ao cargo de prefeito.

Se entrar na disputa estadual e perder, não poderá voltar para a cadeira de prefeito, que no caso estaria efetivado o vice-prefeito Ailon Arruda pelos restantes dois anos de mandato.

Ai, eis a questão da Prefeitura ficar sem prefeito. Ocorre que o vice-prefeito Ailton Arruda está sendo cotadíssimo pelo seu partido PSD, para ser lançado pré-candidato a deputado federal, onde faria uma “dobradinha” com o projeto de reeleição do atual deputado estadual Nininho (PSD). Numa eventualidade destas, em tese assumiria o Município, o presidente da Câmara Municipal, vereador Roni Magnani (SD), porém ele também é pré-candidato a deputado estadual. E agora? Numa situação destas quem ficaria à frente da Prefeitura?

Segundo o artigo 85 da Lei Orgânica do Município, vagando os cargos de Prefeito e Vice-Prefeito na primeira metade do mandato, far-se-á nova eleição direta, na forma da legislação eleitoral e no prazo máximo de noventa dias; se a vacância ocorrer nos dois últimos anos de mandato, como seria o presente caso, considerando as renúncias na campanha eleitoral e eleições de 2022, a nova eleição para os cargos será feita trinta dias após a última vacância declarada pela Câmara Municipal, na forma da lei.

E neste período de vacância, sem o prefeito, sem o vice e sem o presidente da Câmara Municipal, quem assumiria a Prefeitura seria então o primeiro secretário do Legislativo, que atualmente é o vereador Cláudio da Farmácia (MDB), que comandaria o Município enquanto seria escolhido pela população o novo titular. Será que isso pode mesmo ocorrer em Rondonópolis no próximo ano?

Rodrigo da Zaeli: “Mesmo como quinto suplente poderá assumir na Assembleia Legislativa a vaga deixada pelo deputado estadual Carlos Avalone (PSDB)…”

2 – QUEM
está numa boa é o ex-vereador Rodrigo da Zaeli (PSDB), o qual poderá assumir na Assembleia Legislativa a vaga deixada pelo deputado estadual Carlos Havalone (PSDB), que teve o mandato cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso. Ocorre que na lista de sucessão, Zaeli é o quinto suplente do partido, no entanto o primeiro suplente foi o ex-prefeito de Tangará da Serra, Saturnino Masson, que faleceu no começo deste ano.

Já os outros três suplentes Valdeniri Dutra Ferreira (PSC), Ícaro Francio Severo (PSL) e Zé Maria (PROS) não estão mais filiados ao PSDB há mais de um ano e podem sofrer contestação judicial, e claro que Zaeli vai contestar, e se conseguir tomar posse como deputado estadual poderá fazer um bom trabalho em mais de um ano de mandato, e então se reeleger deputado nas próximas eleições.

Terezinha Silva: “Diante de tanto silêncio, é de se imaginar uma gama de motivações para mais esse crime que transtornou Rondonópolis…”

3 – CONFORME
publicado pelo A TRIBUNA, após mais de 90 dias da execução da diretora-geral do Serviço de Saneamento Ambiental de Rondonópolis (Sanear), Terezinha Silva Souza, de 54 anos, ocorrido na manhã do dia 15 de janeiro de 2021, até então sem resposta da polícia e da Justiça, familiares e amigos da vítima estão clamando por resposta no caso. No último dia 8 de abril, realizaram até uma “vigília” em frente à Delegacia Regional, para cobrar uma posição da polícia no caso que está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

Diante de tanto silêncio, é de se imaginar uma gama de motivações para este crime, desde os de cunho político como os que podem envolver meios empresariais da cidade ou de outros municípios, já que a vitíma era detentora do comando de contratos milionários da autarquia. E olha que já mataram por muito menos em Rondonópolis…

AQUI VALE LEMBRAR
dos assassinatos da pró-reitora da Universidade, Sorahia Miranda de Lima e dos servidores Luiz Mauro Pires Russo e Alessandro Luiz Fraga, do campus da UFMT (Universidade Federal de Mato Grosso) em Rondonópolis em uma emboscada em 2007. Conforme a denúncia do Ministério Público Federal (MPF), Soraiha e Luiz Mauro começaram a viabilizar uma forma de lavar os carros na própria universidade.

“Diante da eminente possibilidade de ver esta fonte de receita tolhida, o acusado de ser mandante do crime, Jorge Luiz Tabory, teria arquitetado a trama criminosa e supostamente contratado o lavador de carros Jaeder Silveira dos Santos para execução do repugnante ato, de modo a garantir a viabilidade dos negócios empresariais ilícitos que ele, Jorge Luiz, mantinha com a Universidade Federal de Mato Grosso”, diz parte do processo.

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