Cláudio da Farmácia: “Chamou a atenção de colegas para conhecerem o Regime Interno da Câmara e a Lei Orgânica antes de apresentarem determinados projetos…”

1 – SENHORES E SENHORAS,
estamos falando aqui na Coluna sobre o projeto de reeleição do governador Mauro Mendes (Dem), nas eleições do ano quem. Como é rotineiro na política, muitas articulações já começam a se intensificar, pelo menos dois anos antes do pleito.

E no projeto de reeleição do governador já está parecendo que muita gente está querendo “surfar nesta onda”. Ocorre que já quatro integrantes do primeiro escalão do Palácio Paiaguás estão se articulando sem alarde para entrar na disputa de deputado estadual. Ao que se sabe, são considerados pré-candidatos do grupo de Mauro Mendes os secretários Gilberto Figueiredo (Saúde), Alan Porto (Educação) e Alberto Machado, o Beto 2 a 1 (Cultura, Esporte e Lazer) e Juliano Jorge, presidente da Companhia Mato-grossense de Mineração (Metamat), os quais devem concorrer pelo Dem.

Thiago Muniz: “Do mesmo partido do governador Mauro Mendes, candidato à reeleição, poderá ser um pré-candidato à Assembleia Legislativa pelo Dem da região…”

Pelo menos se nesta sigla o governador permanecer. Agora falando em Rondonópolis, pelo Dem deve concorrer à uma pré-candidatura de deputado estadual, o empresário Thiago Muniz, o qual disputou a prefeitura da cidade no ano passado e pertence a um forte corpo político, com amplas condições de conseguir eleger um representante da região para a Assembleia Legislativa.

2 – O NOTICIÁRIO NACIONAL
vem informando que os índices de popularidade do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) está no pior nível desde o início de seu governo, devido justamente a situação da pandemia do coronavírus, que hoje enfrenta a sua maior média por mortes diárias.

O declínio de Bolsonaro vem encorajando muita gente a criticar mais ainda o seu governo. Aqui sem entrar no mérito de quem está certo ou errado, o que chamou a atenção nesta semana foi que ao comentar a polêmica em torno da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no Senado, que vai investigar a condução da crise de saúde pelo Governo Federal, a CPI Covid, o deputado federal Carlos Bezerra (MDB) disse que será difícil para o presidente recuperar a imagem para disputar a reeleição em 2022. Na avaliação de Bezerra, difícil porque ele está numa descendente e ele não pára de cometer equívocos.

Só não esquecemos que na política tudo muda rapidamente, e se a situação da pandemia for controlada, com a vacinação em massa da população e a economia não sofrer grandes abalos, retornando o seu crescimento, o Bolsonaro, que é muito popular, poderá muito bem voltar a crescer nas pesquisas e até as eleições de 2022 consolidar a sua reeleição.

AGORA

numa avaliação superficial, será que esta possível queda de popularidade de Bolsonaro estaria provocando em todo o meio político um ataque das “bestas do apocalipse”?. Comparação esta feita pelo governador Mauro Mendes (Dem), após o deputado federal José Medeiros (Pode) confrontar o governador, onde vem insistido que Mato Grosso recebeu R$ 15,4 bilhões da União em 2020 para combater a pandemia e ataca o governador exigindo prestação de contas. Já o governo informa que o valor repassado é de R$ 5 bilhões.

Os ânimos estiveram tão exaltados que na semana que passou o governador Mauro Mendes (DEM) classificou o deputado federal José Medeiros como “político de merda” e ainda disse que o parlamentar faz parte das “bestas do apocalipse” que só criticam sem apresentar soluções efetivas. Não vamos entrar na discussão sobre quem tá certo ou errado, mas o que estamos vendo é muita política em um momento crítico em que a vida humana está ameaçada pela Covid-19. No entanto, ao que tudo indica, uma destas “bestas do apocalipse” estaria assombrando também a Câmara Municipal de Rondonópolis, com informações infundadas e politiqueiras, avaliação esta do Colunista, após um discurso muito inflamado do ex-presidente da Casa de Leis, vereador Cláudio da Farmácia (MDB).

OCORRE

que foi publicado nas redes sociais, uma publicidade com fotos de vários vereadores, sendo acusados de votarem contra um projeto prevendo transparência nos gastos da cidade no enfrentamento da Covid-19. Mas segundo o vereador Cláudio da Farmácia, o projeto não tinha constitucionalidade.

Pela ação publicitária, que os vereadores dizem saber perfeitamente qual colega fez tal ação, mas não revelaram, o ex-presidente da Câmara o convidou a tomar conhecimento do Regimento Interno da Casa de Leis e da Lei Orgânica do Município,

“e se tiver preguiça para tais embasamentos, que procure um dos 15 advogados, que de forma direta ou indireta, atuam na Casa de Leis, antes de apresentar projetos sem embasamento legal e técnico, para depois não sair manchando a imagem dos colegas de Câmara…”.

A ação do colega vereador que Cláudio não citou nome, foi classificada como “coisa de gente baixa, rasteira e sem compromisso com a verdade”.

Agora, quem será este vereador? Seria o mesmo que anda dando Control “C” e Control “V” em projetos de leis de outras cidades? E seria ele mesmo o autor dessa publicidade contra os colegas? Isto também precisa ser pesquisado melhor, pois pelo que a Coluna ficou sabendo, a iniciativa partiu de um grupo de pessoas da sociedade sem cargos públicos.

3 – EM UMA AVALIAÇÃO

do Colunista, nas últimas eleições, das 21 vagas na Câmara Municipal foram eleitos 13 novos vereadores, porém já há três meses empossados, alguns já estão se destacando até com maestria e outros apenas esbravejando. O ideal é que todos estes novatos estejam por dentro de tudo que é previsto no Regimento Interno da Câmara, Lei Orgânica do Município e Constituição Federal, e além disso dos projetos e leis já existentes, para não passarem vergonha na hora de apresentarem suas proposituras repetidas ou copiadas de outras cidades.

Percebemos hoje na Câmara Municipal, que alguns vereadores estão falando mais que papagaio e os direcionamentos de seus mandatos dá impressão que não estão fazendo nada e indo para lugar nenhum. E por incrível que pareça, os veteranos não medem esforços para ensinar os ritos legislativos, como o próprio vereador Cláudio da Farmácia disse na última sessão ordinária. Acreditamos que alguns vereadores terão que ser mais políticos na Casa de Leis e mudar um pouco a postura, pois o resultado de ações não republicanas poderá ser o isolamento e queda no ostracismo popular.

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