Pensar em linguagem é concebê-la e examiná-la em seus aspectos: artístico, estrutural ou prático é, também, aceitar que ela é parte de nossas vidas, visto que é instrumento indispensável tanto para a aquisição de conhecimento em quaisquer áreas do saber, como para a nossa participação nos variados contextos sociais de interlocução. É por essa, entre outras razões, que dedico tanto tempo ao estudo da Língua Portuguesa em todas as suas dimensões.

O desafio, que ainda não foi superado, é fazer com que esse estudo deixe de ser, para o aluno, o mero cumprimento de uma obrigação escolar e passe a ser visto tão significativo quanto à presença da linguagem em sua vida.

Em um mundo em que se discute Modernidade Líquida, de Zygmunt Bauman (1925 – 2017), é perfeitamente aceitável encaixá-la no ritmo em que desenvolvemos as nossas atividades diárias o qual é cada vez mais acelerado, precisamos encontrar espaço e tempo de descanso, momentos nos quais nossa mente retome um compasso mais lento. Por isso, segue uma dica Ler e Escrever são atividades que viabilizam esse descanso necessário.

O tempo de leitura é o tempo de contato com personagens e cenários, com imagens e reflexões, com ritmos narrativos e poéticos. Através da leitura, somos transportados para outras realidades, entramos em contato com diferentes momentos da história humana, vivenciamos novas experiências estéticas, e no fim dessa jornada conhecemos melhor a sociedade e as pessoas que contribuíram para dar ao mundo sua feição atual.

Acredito sinceramente no poder da leitura, porque o contato com textos de diferentes gêneros discursivos cria-se a possibilidade de desenvolver as habilidades da escrita. Como resultado o ganho dessa experiência é você conseguir estabelecer hipóteses, confrontar ideias, analisar e comparar pontos de vista que são atitudes naturais para quem domina o uso da linguagem.

Espero que eu tenha conseguido seduzi-lo pelo poder da palavra e que você encontre esse tempo e esse espaço de descanso na leitura e na escrita, caso eu não tenha conseguido convido Carlos Drummond de Andrade a ajudar-me: “Penetra surdamente no reino das palavras./ Lá estão os poemas que esperam ser escritos./ Chega mais perto e contempla as palavras./ Cada uma tem mil faces secretas sob a face neutra/ e te pergunta, sem interesse pela resposta,/ pobre ou terrível, que lhe deres:/ Trouxeste a chave?”

(*) Zamira Pacheco é professora de Redação do Colégio Leibniz, “Uma Escola de resultados de alto impacto”

DEIXE UM COMENTÁRIO

Please enter your comment!
Please enter your name here