Por interesse genuíno ou necessidade vital, entretenimento ou trabalho/estudo, não dá mais para negar que uma parte considerável da vida da gente migrou para o mundo virtual.

Graças às restrições sanitárias, à imposição do isolamento social e, em especial, ao ímpeto (ora individual, ora coletivo) de valorizar em demasia aquilo que é irreal e utópico, estamos nos dedicando a viver mais horas no ciberespaço, mais precisamente na Internet, seja pelo celular, pelo tablet ou pelo computador.

Nessa dimensão paralela, as redes sociais são um grande atrativo para pessoas de todos os tipos e com as mais diversas intenções. Nelas, é possível fazer praticamente de tudo, inclusive ensinar e aprender, bem como rever amigos e fazer inimigos.

No entanto, segundo pesquisas, não é somente e exatamente isso o que as centenas de milhões de usuários do Instagram espalhados pelo planeta fazem.

A maior parte deles passa mais de três horas por dia olhando, curtindo e, muito de vez em quando, comentando em fotos e vídeos postados nos perfis que eles seguem.

Anyway, versão abreviada de ‘instant camera’ e ‘telegram’, o Instagram é um canal de conteúdo que existe desde 2010, cujo compromisso é “promover uma comunidade segura e acolhedora para todos”. Criada pelo americano Kevin Systrom e pelo brasileiro Michel Krieger, a intenção da plataforma é aproximar você, dear reader, “das pessoas e das coisas que (você) ama”. Na íntegra, em inglês: “Bringing you closer to the people and things you love.” Que lindo isso, não?

Mais lindo (e produtivo) é aprender (ou ensinar) e ganhar dinheiro utilizando o Insta, como ele é mais popularmente conhecido. No primeiro cenário, por exemplo, é possível aprender inglês de muitas formas, dentre as quais podem ser elencadas palavras como feed (gallery ou álbum), reels, direct, post, like, Messenger e IGTV (Instagram TV, para quem não sabe).

Além dessas, como não mencionar user, post, hashtag, bio, like, live, following, follower, share, save e comment? Afinal, já que ter bom vocabulário é a base para ser capaz de se comunicar com eficiência na língua-alvo, nada melhor que valorizar o que a própria ferramenta nos oferece, formando uma espécie de glossário sobre o tema.

Outro cenário possível é o que envolve aquelas pessoas que usam o Instagram não apenas para se divertir ou aprender/ensinar algo, mesmo que de forma superficial.

Em meio aos instagrammers, ou seja, usuários da plataforma de um modo geral, existem os digital influencers e também aqueles, como eu, que querem fazer um certo barulho na rede e, sooner or later, conseguir obter algum triunfo e rendimento ao compartilhar suas habilidades e o seu conhecimento. No meu caso, sinceramente, não teve jeito, mesmo depois de muito argumentar e adiar a minha mudança quase que em definitivo para esse imprevisível mundo virtual.

Confesso que não tem sido fácil esse processo de adaptação para um universo extremamente novo para mim, em que, por um lado, a valorização da imagem é maior do que a do conteúdo e, por outro, a competição por uma migalha da atenção da sua ‘audiência’ é evidente.
Ainda assim, sabedor de que “aprender inglês” é um dos temas mais buscados na internet, eu resolvi investir na ideia de mostrar o que eu sei fazer nesse nicho educativo.

Passados alguns meses, eis um universo que tem servido como um dos meus canais de comunicação com pessoas da cidade, do estado, do país e do mundo. Um lugar em que eu aprendo alguma novidade toda semana. Nele, eu tenho mostrado às pessoas que me seguem as muitas facetas do ensino-aprendizagem da língua inglesa através de vídeos diários (Jerry’s 7:47) ou pontuais (Molho Inglês, Talking with Jerry, English 101 e Musical English).

Nesses encontros ao vivo (ou lives), eu fico imensamente feliz por poder responder perguntas ou comentários que são enviados, compartilhar a minha expertise na língua inglesa e, apesar da pandemia, sentir que ainda há vida e esperança além das nossas telas touch screen.

O intuito dessa iniciativa é apresentar formas consagradas e alternativas de aprender e praticar o idioma bretão em meio ao isolamento social e às restrições sanitárias a que estamos, para além do nosso desejo, seguindo e respeitando no momento – pelo menos a maioria de nós. Em outras palavras, eis uma maneira que eu encontrei de me atualizar e (tentar) me manter ativo tanto no campo pessoal quanto profissional, através do contato mais constante e qualitativo com antigos e novos aprendizes da English language, bem como com quem busca oportunidades de conversar em ou sobre a lingua franca do momento. Se este é o seu caso, start/keep following me…

 

Por Jerry Mill, mestre em Estudos de Linguagem (UFMT), presidente da Associação Livre de Cultura Anglo-Americana (ALCAA), membro-fundador da ARL (Academia Rondonopolitana de Letras), associado honorário do Rotary Club de Rondonópolis e autor do livro Inglês de Fachada

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