Era tarde,
Muito tarde e ela veio
Olhando ironicamente como uma covarde
Ficara sorrindo
A cidade acesa
Todos dormindo.

De repente me pôs o arreio
Cavalgou sobre minha fraqueza
Me chicoteou no lombo
Usando seu short.

Ofereci-lhe uma framboesa
Curtida ao vinho
Devagar fui penetrando em seus objetivos
Meus olhos que viviam a arder
Foram-se transformando
E a boca saliente de saliva
Pedia para morder.

Sim naquela pele cheirosa
Cheia de pecado
Mulher dengosa.

Foi maravilhoso, sonho prescrito
Amanhecemos o dia acasalando
Feito passarinhos
Sensuais no amor que acredito
Um intérprete de carinho.

 

(*) Francisco Assis Silva é poeta e militar.
Email:[email protected]

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