Um dos assuntos mais debatidos do momento é a liberação das atividades religiosas nesse período de pandemia.

O que já era debate recorrente em municípios e estados chegou agora ao ápice com as decisões do ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), que liberou missas e cultos em todo o País e, na sequência, do também colega de Corte, Gilmar Mendes, que negou pedidos para derrubar o decreto do Governo de São Paulo que vetou atividades religiosas coletivas presenciais durante as fases mais restritivas do plano de combate ao coronavírus.

Diante dessas decisões conflitantes, o Brasil fica à espera da decisão do plenário do STF para pacificar a questão. Novamente, um assunto tão importante na vida dos brasileiros recai para ser decidido pelos ministros da Suprema Corte…

Antes de tudo, convém ressaltar que a grande maioria da população brasileira é cristã ou tem para si alguma religião. E isso quer dizer não apenas um número aleatório, mas que a maior parte dos brasileiros tem como combustível a fé, algo não material, para conduzir a vida material aqui na terra. São princípios que a religião traz para viver não apenas a parte espiritual, mas a parte física também.

Esse significado diz muito especialmente em um momento tão difícil em que a sociedade vive com a pandemia, com mortes, doentes, separações, desempregos, isolamento, depressão, tristeza…

É justamente nessa fase crítica que as igrejas entram como grandes auxiliadoras da humanidade, trazendo mensagens e ações de alento, esperança, transformação e superação. Então, a religião exerce um fundamental papel de trazer ânimo, esperança e acalento para as pessoas quando elas mais precisam, num mundo abalado pela incerteza.

É um trabalho que o Estado não paga e não poder ofertar, qual seja de dar o refrigério e a pacificação social que as igrejas propiciam nesse momento de pandemia. Ademais não podemos esquecer que a Constituição Federal assegura o livre exercício dos cultos religiosos, sendo inviolável a proteção aos locais de culto e a suas liturgias. Então, como tratar o serviço religioso como não-essencial?

Isso não quer dizer que medidas sanitárias não devem ser respeitadas durante as atividades religiosas. Pelo contrário, acreditamos que as atividades religiosas devem permanecer, mas respeitando as medidas de prevenção, como uso de máscaras; afastamento mínimo entre as pessoas; limitação de público nos recintos; disponibilização de álcool em gel; entre outras.

A fé, ou seja, as igrejas, acaba sendo um remédio para a alma e para mente nesse período de desespero e incerteza da pandemia. Como impedi-la, mesmo nesse momento de restrições de enfrentamento ao novo coronavírus?

Se mercados e farmácias, outras atividades essenciais, podem funcionar nesse período de restrições, mesmo em ambientes e condições com menor grau de controle do que nas igrejas, por que não permitir as atividades religiosas nesse período? Aqui estamos falando em alimento e remédio para a alma, o espírito!

Taí uma questão que a sociedade, em grande parte, não abre mão: da sua liberdade de fé, especialmente em um momento tão difícil como agora!

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