Diante de tantas dores e sofrimentos, temos a alegria de celebrar a Páscoa de Jesus de modo presencial, seguindo todos os protocolos exigidos. Celebrar a Páscoa é recordar que a morte não tem a última palavra, pois Jesus venceu a morte, ressuscitou e nos deixou a certeza de que também nós ressuscitaremos. Jesus é a ressurreição e a vida (Jo 11,25). A nossa essência é divina: fomos criados à imagem e semelhança de Deus e ao deixarmos essa vida acreditamos que outra vida nos espera.

A Diocese de Rondonópolis-Guiratinga neste ano terá uma Páscoa diferente pela ausência do nosso querido bispo Dom Juventino Kestering. Quanta falta ele nos faz! Suas palavras de encorajamento, de alegria e de esperança ressoam forte em nossos corações. Gratidão a Deus por ter deixado Dom Juventino em nosso meio por mais de vinte e três anos, nos ensinando com palavras e exemplos.

Gratidão pelo carinho que Dom Juventino dedicou às pessoas que dele se aproximavam e pelo cuidado com a nossa Diocese. Gratidão pelos tantos encontros e subsídios de formação, pela dedicação aos cursos de formação catequética, teológica, ministerial, enfim, por tantos aprendizados.

Gratidão pela forma como cuidava das comunidades, das pastorais, dos movimentos, dos grupos e dos serviços da Diocese. Gratidão pelo exemplo de fortaleza e de esperança, principalmente nos momentos em que a doença insistia em lhe tirar o ânimo e pelo modo como superava a fragilidade da sua saúde. Gratidão pela dedicação aos mais necessitados e pela simplicidade da sua vida. Gratidão pelo cuidado com os povos indígenas, especialmente o povo Bororo e pelo modo como inseriu parte da cultura indígena nas atividades da Diocese.

Gratidão por conduzir a nossa Diocese em sintonia com as diretrizes da Igreja no Brasil e com as orientações oficiais, como ele expressou em um artigo publicado em janeiro deste ano:

“Estamos no final do mês de janeiro de 2021. Continua a pandemia dizimando as famílias. Mas aos poucos a população começa a ser vacinada. É um sinal de esperança.

Mas isso não exime a responsabilidade de cada um/a do cuidado, do uso da máscara, da higienização das mãos e do distanciamento social. A nossa solidariedade com tantas famílias que perderam seus entes queridos e sofrem a solidão”.

 

Obrigada, Dom Juventino, por ter dedicado a sua vida para que nós pudéssemos ter mais vida. Obrigada pelo sorriso terno, pelas palavras de vida e de esperança, pela presença constante em todas as atividades da Diocese, pelo testemunho de amor ao projeto de Jesus, pela sabedoria em suas orientações, por ter sido muito mais do que um bispo e se tornado um irmão de caminhada para cada um/a de nós. Sua presença continuará muito viva em nossos corações e em nossa caminhada de fé.

Sobre a Páscoa Dom Juventino nos dizia:

“Jesus Cristo ressuscitado inaugurou um tempo de paz e de alegria, de fé e esperança. A ressurreição é a certeza da presença de Jesus que caminha conosco. Deus o ressuscitou.

Todo aquele que crê em Jesus recebe, em seu nome, o perdão dos pecados. Que o Sagrado Coração de Jesus, patrono da Diocese, derrame abundantes graças e bênçãos sobre cada um de nós. Saúde aos doentes, alegria aos tristes, esperança aos desanimados”.

 

(*) Laci Maria Araujo Alves, da Paróquia Bom Pastor.

 

 

1 COMENTÁRIO

  1. verdade professora Laci, testifico isso, pois tive a honra e prazer de conhece-lo no lançamento da minha primeira obra poética numa cerimonia que o mesmo abriu com serenidade acompanhado da rigida porem amorosa irmã Francis que dirigia a escola la salles numa ensolarada manhã de setembro de 2017 ano que eu concluir os tres anos do ensino médio sem reprovação…..

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