Prefeito Zé do Pátio: “Surge a estratégia para ele começar a percorrer o Estado, no propósito de dentro de um ano se tornar mais conhecido nos municípios para ser candidato a governador…”

1 – SENHORES E SENHORAS,

com vários nomes sendo cogitados para a disputa do governo estadual para o próximo ano, ao que tudo indica, nenhum nome emplacou ainda como da oposição com intenção de concorrer ao governo e peitar o projeto de reeleição de Mauro Mendes. E ao que tudo indica, muitas das decisões tomadas hoje pelo governo, apesar de transparecerem de cunho técnico, ao fundo também tem um caráter político visando o projeto de reeleição.

SABEMOS

que Rondonópolis é tido como uma cidade muito politizada, a exemplo de que já elegeu em um só mandato três senadores e governadores, como Blairo Maggi (PP) e Carlos Bezerra (MDB), além de Rogério Salles que foi eleito como vice de Dante de Oliveira e depois assumiu o governo. E na atualidade não é muito diferente, pois os dois nomes principais que podem fazer oposição à reeleição de Mauro Mendes, são candidatos que poderão sair de Rondonópolis.

Um deles, o senador Wellington Fagundes (PL), que foi candidato ao governo nas eleições de 2018 e foi derrotado por Mendes, ficando em segundo lugar na corrida eleitoral. Outro nome que ventila bastante esta possibilidade é do prefeito Zé Carlos do Pátio (SD).

Além deles, na baixada cuiabana se fala muito no nome do prefeito reeleito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), apesar de todo o seu desgaste com a denúncia de corrupção ainda nos tempos do governador Silval Barbosa, quando foi flagrado em vídeo recebendo propina e quardando dinheiro nos bolsos do seu paletó.

COMO

já discorremos aqui, Wellington Fagundes deverá disputar com mais segurança é mesmo a reeleição de senador. O prefeito cuiabano Emanuel Pinheiro (MDB), que teria de renunciar antes, já teria decidido que continuará prefeito. Assim como o prefeito Zé Carlos do Pátio (SD). No entanto, o Colunista ainda não acredita na desistência de cada um deles, até mesmo porque quando o assunto é política, a coisa se torna instável.

Quem não é candidato hoje, amanhã poderá estar em uma condição mais favorável e logo depois resolve disputar. Ainda mais nesta era, onde existe uma chuva de empecilhos políticos para alavancar candidaturas, como as decisões judiciais costumeiras, que surgem principalmente em vésperas de eleições.

 

Carlos Fávaro: “Sem precisar renunciar ao cargo de senador, deverá se apresentar como o candidato a fazer oposição à reeleição de Mauro Mendes…”

2 – APESAR DE MUITOS

entendimentos de que Mauro Mendes não terá oposição, o Colunista acredita que esta oposição poderá vir com uma possível candidatura ao governo de outro nome, o do atual senador Carlos Fávaro (PSD), pois se decidir disputar o governo, não precisará renunciar do cargo o qual ainda tem muitos anos pela frente. Além de Fávaro, outro nome poderá disputar o governo, mas este imaginamos que não seria nenhuma ameaça ao projeto de reeleição do governador, que é o deputado federal José Medeiros (Pode).

Mas diante de todos este negacionismo de nomes para a oposição, em 2022 poderá ocorrer uma chuva de candidatos a governador, assim como ocorreu nas eleições municipais em todo país, a exemplo daqui de Rondonópolis, onde tivemos oito candidatos a prefeito.

E o nome do prefeito Zé Carlos do Pátio volta ao foco, o qual fomos informados que sob orientação de marqueteiros passou até a fazer postagens nas redes sociais, felicitando municípios pelos aniversários de fundação, acompanhado da frase “a cidade é a gente que faz”. Ao que tudo indica, pode ser uma estratégia para ele começar a percorrer o Estado, no propósito de que dentro de um ano possa se tornar mais conhecido e popular nos municípios.

Como falamos na Coluna passada, ainda não se sabe se o prefeito Zé Carlos do Pátio, destituído da presidência estadual do Partido Solidariedade, ficará ou não no partido. Mas a grande surpresa recente referente a este assunto, foram as declarações do deputado federal Doutor Leonardo, que assumiu a direção estadual do Solidariedade, que negou que o prefeito de Rondonópolis quer sair do partido. Mas o que mais chamou a atenção, foi a fala do deputado afirmando que “Se Pátio fizer um bom trabalho na prefeitura, seria um nome para disputar o governo do Estado”.

NO ENTANTO,

se Pátio quer mesmo disputar o governo, terá que começar a fazer o dever de casa aqui em Rondonópolis, tanto no campo das obras públicas, como no campo político. Ao que comenta, muitos cabos eleitorais de Pátio nas eleições municipais passadas, ainda estão “chupando o dedo”, pois não foram indicados a qualquer cargo público, como teria sido prometido na campanha eleitoral.

Tal tarefa, também se estende aos vereadores, em especial aqueles que tem projeto de disputar um vaga de deputado estadual. Contudo, no quesito indicação política para cargos na Câmara, estes estão vedados pela justiça de qualquer contratação de cargos comissionados para seus gabinetes.

COMO SE SABE SOBRE ISTO,

a Promotoria de Justiça de Rondonópolis ajuizou uma ação com Pedido de Antecipação de Tutela, solicitando uma série de medidas para a Justiça, que vão desde a exoneração de ocupantes de cargos para atender ao princípio da proporcionalidade e moralidade administrativa na Câmara; levantamento de todos os cargos comissionados existentes no órgão e multa diária no valor de R$ 10 mil ao presidente da Casa de Leis em caso de descumprimento das medidas.

O Inquérito Civil sobre o caso corre desde 2016, quando o MPE fez uma Notificação Recomendatória para que a Casa de Leis realizasse concurso público para os cargos de natureza técnica e burocrática. Na época, o presidente da Câmara Municipal, Lourisvaldo Manoel de Oliveira – Fulô, iniciou um estudo técnico para verificar a viabilidade do concurso, que foi comprovada.

No ano passado, por determinação da justiça, todos os comissionados foram exonerados e a Câmara só poderá contratar assessores via concurso público. A Casa de Leis tenta reverter o caso na justiça.

 

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