Diante da falta de medidas para atrair mais consumidores, Centro de Rondonópolis sofre nos últimos anos com a redução no fluxo de pessoas – (Foto: Roberto Nunes/A TRIBUNA)

 

O Jornal A TRIBUNA trouxe há duas semanas uma reportagem que mostrava que as novas realidades têm provocado um “esvaziamento” na região central da cidade, onde é mais perceptível, hoje em dia, a redução do movimento de pessoas, uma maior quantidade de locais fechados e outros para alugar.

Diante dessa nova realidade criada por vários fatores, como pandemia, crise econômica, problemas de mobilidade urbana e falta de atrativos, empresários, professores e representantes da sociedade civil organizada apontam quais alternativas poderiam ser criadas para fortalecer a região central de Rondonópolis.

Juarez Orsolin, que é professor e diretor do IBG, administrador de empresas e ex-presidente da Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Rondonópolis (Acir), entende que o Poder Público precisa investir em algumas áreas cruciais para contribuir com o fortalecimento da região central, como em mobilidade urbana, com melhorias no trânsito e ampliação da possibilidade de vagas de estacionamento, bem como no transporte coletivo.

 

 

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Orsolin explica que tanto a falta de um transporte público eficiente como a falta de estacionamento e um trânsito ineficiente faz com que muitas pessoas desistam de se descolar para a região central e prefiram frequentar o comércio dos próprios bairros. Essa realidade faz com que empresas naturalmente optem por se transferir para os bairros da cidade, diminuindo a quantidade de estabelecimentos no centro cada vez mais.

“Também faltam atrativos na região central. As pessoas se deslocam cada vez menos ao centro e o fazem geralmente quando precisam resolver algo importante”, reforça.

 

Para o presidente da Acir, Renato Del Cistia, falta um certo carinho com o centro de Rondonópolis no que diz respeito ao cuidado, embelezamento e revitalização. Ele cita como exemplos a necessidade de se pensar em uma forma de utilizar o espaço da antiga rodoviária na Avenida Fernando Correia da Costa, que hoje se encontra ocioso.

“A revitalização do centro como feita em municípios como São Paulo (SP) e Campo Grande (MS) talvez fosse uma medida interessante para essa região que já tem o IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) mais caro da cidade e continue perpetuando o movimento de pessoas e, assim, o comércio seja pujante”, diz.

 

Del Cistia explica que, na visão de vários empresários do centro, as lojas são obrigadas a se modernizarem, investir em novas fachadas e melhores estruturas e o Poder Público precisa também pensar em alternativas para revitalizar essa região.

 

Há muitos anos a discussão do projeto de instalação de um calçadão foi iniciada em Rondonópolis, mas nunca teve unanimidade entre os lojistas – (Foto: Arquivo)

 

Esta também é a mesma visão do diretor do Sindicato do Comércio Varejista de Rondonópolis, Aluisio Lessa, que reforça a necessidade de promover uma revitalização da região central de Rondonópolis. As melhorias precisam, segundo ele, ser realizadas em vários pontos, desde renovação de calçadas para que se crie um visual mais adequado no centro como adoção de medidas quanto ao comércio ambulante.

“A revitalização da Praça Brasil por exemplo precisa ser feita”, destaca.

 

Ele acrescenta que é necessário pensar em melhorar a segurança nessa região. Uma das opções que podem ser adotadas, de acordo com ele, seria a instalação de um posto de apoio da Polícia Militar na Praça Brasil. Lessa, assim como Del Cistia, também ressalta a importância de buscar alternativas para a região da antiga rodoviária, onde uma possibilidade seria a criação de um estacionamento no local.

O empresário Almir Batista acrescenta e argumenta ainda que o setor produtivo e o poder púbico precisam unir forças, especialmente, nesse momento de pandemia que agravou a crise financeira e buscar alternativas de apoio, principalmente, aos segmentos mais afetados, entre eles o varejo. De acordo com ele, uma medida seria a criação de incentivos para os segmentos que foram tão afetados, como os fiscais.

 

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