O doce encantado da boca dela era assim; nicotina
Nunca se sabe ou conhece seu gosto e sabor se não se beijar
O beijo informa a saúde, mas também o gosto gostoso da transgressão
Transgressão de quem não se amolda, não aceita e não se domestica
Domesticada ou domesticado perde-se, entrega-se sem autonomia
Sem autonomia, independência, liberdade reserva para que viver?
Ela era assim! Independente em tudo e fumava [e beijava]
Amava-a assim, em tudo principalmente em sua boca de nicotina
Nicotina
Independência
Autonomia
[doces] Amantes

Em sua boca havia um mundo, aliás o mundo todo era ela
Com ela não se esperava ou se percebia nada mais bela
Atraia, puxava, encantava com gosto de nicotina [e seu corpo]
Corpo em equilíbrio com a mente e com a boca em tudo; magia
Magica também eram suas andanças nas fronteiras dos desejos
Desejos de emancipação, redenção, magias… santificações
Santa era esta mulher de boca de nicotina e corpo de violão
Não fuma, não bebe, não ama, não … conhece a incandescência da paixão.
Amor
Nicotina
Da boca da Mulher.
Amada!

 

(*) Brasilino José da Silva é poeta em Rondonópolis.

 

 

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