A afetividade pode ser caracterizada como uma preocupação que as pessoas têm com as outras, sendo considerada como uma das formas de amor. Os professores, ou a maioria deles, trabalham o lado afetivo e cognitivo das crianças separados. Isso pode ser prejudicial no ensino. Segundo Wallon (1999), em sua teoria psicogenética, o indivíduo é um ser corpóreo, concreto e deve ser visto como tal, ou seja, seus domínios cognitivos, afetivos e motor fazem parte de um todo, a própria pessoa. Desta forma a criança não pode ser percebida de forma fragmentada.

Há vários problemas, como os educacionais, que podem ser resolvidos com simples atos afetuosos. No processo de educar, o afeto é fundamental, mas isso nem sempre está presente no âmbito escolar. Precisa-se conhecer o contexto familiar do aluno para entender seus comportamentos. A forma como é o meio em que a criança vive, tanto na escola quanto em casa, ajuda na formação de sua personalidade.

A afetividade é a base da motivação da aprendizagem. Quando uma criança gosta de um professor e sabe que esse professor gosta dela, ela aprende melhor. A competência emocional se relaciona com o sucesso social e acadêmico. Crianças rejeitadas têm menos interesse pela escola e seus resultados escolares são mais negativos. Em uma de suas frases Paulo Freire diz: “Importante na escola não é só estudar, é também criar laços de amizade e convivência”.

Para Piaget, a afetividade seria como a gasolina, que ativa o motor de um carro, mas não modifica sua estrutura. E o período mais acelerado do desenvolvimento cerebral é até os 3 anos de idade. Esse desenvolvimento é influenciado pelo ambiente. Quando se tem experiências plenas de conversas, construção de relacionamentos, discernimento social, brincadeiras e imaginação, o cérebro decola. Já quando é uma vida plena de abusos, experiências assustadoras, desnutrição pela má alimentação, o desenvolvimento do cérebro acaba ficando em perigo. Experiências assim aumentam ou limitam nosso potencial.

Wallon diz que a emoção é o primeiro e mais forte vínculo entre os indivíduos. Para ele a inteligência se desenvolve após a afetividade, vem de dentro dela, estabelecendo uma relação de conflito, por isso queremos aprender as coisas que gostamos.

O saber se associa também a relação cognitiva que a criança cria, ela consegue adquirir uma interpretação verbal, mas não consegue discernir sinais emocionais. Há também uma fase da idade entre os 3 e 4 anos em que a criança começa a saber a reconhecer e nomear expressões emocionais. Antes dessa fase ela ainda não sabe lidar com esses respectivos sentimentos.

O pensamento trabalha o lado mais racional da criança e os sentimentos são considerados desnecessários, pois não trazem conhecimento. No mundo atual a afetividade vem sendo deixada de lado. Esse afeto muitas vezes é substituído pela tecnologia. Mas na formação integral da criança se faz necessário um ambiente escolar agradável, pois a aprendizagem está ligada à afetividade.

 

Referências

https://www.efdeportes.com/efd186/a-importancia-da-afetividade-no-ensino.htm https://www.ideau.com.br/getulio/restrito/upload/revistasartigos/11_1.pdf

https://monografias.brasilescola.uol.com.br/pedagogia/a-importancia-afetividade-na-relacao-professor-aluno.htm

http://www.scielo.mec.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0870-82312008000300008

http://naescola.eduqa.me/desenvolvimento-infantil/socioemocional/como-trabalhar-o-afeto-na-educacao-infantil/

 

(*) Thainá Bernazzolli Ourives, 20 anos, é acadêmica de Pedagogia na Universidade Federal de Rondonópolis. Email: [email protected]

 

 

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