Hoje é consenso de que a vacinação em massa da população é a saída para por freio ao caos estabelecido na saúde no Brasil em função da pandemia do novo coronavírus, com hospitais lotados, falta de leitos em UTIs e recordes de mortes pela doença.

Em cerca de três meses, a nação de Israel já vacinou metade da sua população contra a Covid-19. Os Estados Unidos já vacinaram um terço da sua população, tendo acelerado o processo recentemente. Já o Brasil vacinou apenas 6% da sua população.

Essa discrepância tem chamado a atenção dos brasileiros. É verdade que faltou planejamento por parte do governo brasileiro em relação à vacina do coronavírus, inclusive demorando a dar crédito à sua eficácia.

Depois a burocracia, a falta de imunizantes e falhas diversas também são apontadas para justificar a lentidão da vacina no Brasil. E a cada dia de atraso para avançar no processo de vacinação mais complicada fica a situação da pandemia.

Aqui mesmo em Rondonópolis, desde o começo da vacinação, a cidade chegou a ficar quase 10 dias sem ter vacina para continuar o processo. Isso vai resultando em uma imunização a conta-gotas e nem em massa, como é o ideal e mais eficaz.

Além disso, como bem pontuou o prefeito José Carlos do Pátio nesta semana, o Estado de Mato Grosso vem recebendo uma quantia de doses inferior a outros estados, como o vizinho Mato Grosso do Sul. E vale dizer que a população de Mato Grosso é maior que a do Estado vizinho.

E realmente as doses da nova vacina precisam chegar a Mato Grosso na mesma proporção que estão sendo disponibilizadas para outros entes da Federação. Muitos erros foram cometidos no processo e, a partir de agora, é preciso olhar para frente e corrigir os rumos para acelerar a imunização.

Precisamos cobrar das autoridades que a produção e a distribuição da vacina realmente deslanchem e acelerem no país. E, enquanto a maior parte da população não tem acesso à vacina, é necessário que cada um possa fazer sua parte para conter a circulação do vírus, com reforço do uso da máscara, da higienização das mãos e evitando aglomerações.

Já perdemos muito tempo nessa luta contra a Covid-19. Agora é hora de correr atrás do prejuízo e ampliar gradativamente a aplicação de vacinas! Se outros países estão conseguindo, nós também podemos!

 

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