Independente do motivo que o faz manifestar-se, o problema maior da negação da realidade é que ela produz novas realidades, muitas vezes danosas à sociedade. A pandemia do coronavírus veio e escancarou esse fato, do qual ninguém poderá mais fugir. Cabe à ciência trazer novas respostas aos dilemas do século XXI, sob o risco de não sobrevivermos enquanto espécie, caso ela fracasse nessa tarefa (UNIFESP, ed.13).

A ciência é o que há de melhor e mais refinado em se tratando de conhecimento, certo, que um conhecimento aproximado e mesmo que com números exatos, pode-se convir que por vezes até mesma a questão de pesquisa em laboratório e de auto controle dos processos, mesmo assim, corre-se o risco de variáveis de subjulgam o experimento.

Mas não existiu guerra, nem holocausto, ninguém foi para a lua, a Aids nunca existiu e agora mais atual: a terra é plana e a covid matando a população mundial, pode ser considerado uma doença, supostamente leve e que podendo ser comparado a uma gripe, tal como o foco em medidas ineficientes, haja vista os números alarmantes e não havendo um plano e um esforço para correr contra o tempo, sem deixar de citar a falta de leitos, tendo em vista o que tem ocorrido em corredores, calçadas e portas de entidades hospitalares que não comporta pacientes.

Devo falar de ceticismo filosófico e científico, pois enquanto um desconfia de conhecimentos universais e desdobrando para questões éticas do bom convívio, já o ceticismo científico de uma posição crítica, tendo a necessidade de comprovação propriamente.

Já falando de fantasia, não se pode deixar de levantar que pode ser a fuga da realidade, ou quem sabe, melhor se encaixe o esconderijo cômodo por detrás da máscara, pois bem, é o que tudo indica mais do que isso…

Façamos juntos um exercício empírico simples – se nossa vivência destaca que se não escovássemos os dentes teríamos sérios problemas e longas sessões com o dentista/odontólogo, isso além do dinheiro dispendido para o tratamento, isso posterior a inúmeras discussões, orientações com pouco sucesso…

A dita cuja da fantasia em psicologia, digamos que à ciência do comportamento, destaca como um mecanismo de defesa que consiste na criação de um sistema de vida paralelo, vejamos aqui o grau de complexidade, ainda que a fuga do real, sendo existente apenas na imaginação de quem o cria, com o objetivo de proporcionar uma satisfação ilusória, que não é ou não pode ser obtida na vida real.

O real do que temos hoje em muitos discursos, repito no discurso, sobressai-se da crença em avançarmos, sem perder o que é de crenças assumidas dos que mais amamos, mas sim ponderar que o chá faz bem, mas certamente o medicamento aprimorada e na medida certo, poderá ter uma eficiência maior, ambos sem perder o que é da fé e seus maiores resultados.

Tal a esperança em suas duas lindas filhas, a indignação e a coragem; a indignação ensina a não aceitar as coisas como estão; a coragem, a mudá-las (São Agostinho,…) . Temos um real enfretar, pois’bem da coragem sem fuga nem máscaras.

 

(*) Marcio Martins é coordenador do Grupo de Estudos em Neuropsicologia e Psicanálise,GENeP. Membro Associado à Sociedade Brasileira de Neuropsicologia, SBNp. @marciomartins6140

 

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