Utilização de soluções naturais à base de aminoácidos e extratos vegetais no processo permitiu equilíbrio hormonal nas plântulas, impactando em aumento no vigor inicial da cultura – (Foto: Divulgação)

Em breve os produtores brasileiros começarão a semear as primeiras sementes da segunda safra, na qual o país tem expectativa de plantar 13,7 milhões de hectares de milho nesta temporada, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Para alcançar um bom resultado a campo, o produtor já começa a voltar os seus esforços para um bom estabelecimento da cultura. Para isso, eles devem contar com sementes certificadas, isentas de patógenos, com alta germinação e vigor.

Estudo realizado na Universidade Estadual de Londrina (UEL), em parceria com a Alltech Crop Science, apontou que o uso de soluções naturais à base de aminoácidos e extratos vegetais, no tratamento de sementes de milho, contribuiu para melhorias na germinação e vigor das plântulas. Segundo a pesquisa, a aplicação desta tecnologia em sementes de baixo vigor, em peneira 18, permitiu um aumento de 16,6% na germinação.

“O objetivo, com essa aplicação, é permitir que o cultivo expresse o seu potencial genético. Com os aminoácidos livres e extratos vegetais, fazemos com que a planta tenha maior absorção de água e também promovemos o balanço hormonal, que é essencial para esse momento inicial da cultura, para que ela produza raízes e se estabeleça”, explica a engenheira agrônoma Mayra Soares, gerente técnica de grãos da Alltech.

Vale destacar que durante o estudo as sementes foram submetidas a um teste de envelhecimento, em que elas são umedecidas e colocadas em alta temperatura, para diminuir o vigor das mesmas.

“Nossa intenção foi realmente desafiar esse material, para verificar se ele teria capacidade, mesmo em condições adversas, de se estabelecer, uma vez que o produtor precisa lidar com estes desafios de estresses hídricos no campo também”.

A especialista ainda ressalta a importância do fornecimento de zinco nesse processo.

“Este micronutriente é um dos elementos de maior exigência para a cultura do milho no início. Ele vai auxiliar no alongamento celular, além de participar de vários processos enzimáticos. Dessa forma, é possível colaborar com a fonte nutricional nesse metabolismo inicial que a cultura tanto necessita”.

 

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