À deriva no quarto
Bebida sobrando no copo
A beira dum infarto.
Mas se ela me convidar eu topo
Sei que não adianta ficar aqui.
Inerte feito planta
Ou levitando como uma abelha jati.
Sem companhia
A gente mergulha na solidão
E nada alivia
Nem música nem pinga com limão.
A cama não presta
Parece estar cheia de pedregulhos
A lua consegue passar pela mini fresta
Até o silêncio faz barulho.
Quantas pedras de gelo
Nessa bebida brutal
Com leve sal, artesanal
Porém sem selo.
Isso tem sido cômico não frequente.
Entretanto vou dividindo este espaço
Cheio de nicotina
Olhando minhas pegadas desalinhadas
Em cada esquina
Do canto da casa.

(*) Francisco Assis Silva é poeta e militar. Email:
[email protected]

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