As metodologias ativas focalizam o processo de ensino e aprendizagem no próprio estudante, em contraponto ao ensino tradicional, que é centrada no professor com a transmissão dos conteúdos aos alunos, já nas metodologias ativas as práticas pedagógicas envolvem os aprendizes no estímulo das atividades práticas, protagonizando o seu processo de aprendizagem. Ou seja, “as metodologias ativas são estratégias pedagógicas para criar oportunidades de ensino nas quais os alunos passam a ter um comportamento mais ativo, envolvendo-os de modo que eles sejam mais engajados, realizando atividades que possam auxiliar o estabelecimento de relações com o contexto, o desenvolvimento de estratégias cognitivas e o processo de construção de conhecimento” (VALENTE; ALMEIDA; GERALDINI; 2017, p. 464).

Nesse sentido, o aluno é quem conduz o seu processo de aprendizagem, visto que o “aprender é próprio do aluno: só ele aprende, e por si; portanto, a iniciativa lhe cabe. O professor é um guia, um diretor; pilota a embarcação, mas a energia propulsora deve partir dos que aprendem” (Dewey, 1979a, p.43).

Com o ensino remoto, ensino híbrido, ensino a distância, entre todos os meios disponibilizados para o processo de ensino-aprendizagem no atual contexto de pandemia e isolamento social, observa-se que o empenho do aluno é imprescindível para que, de fato, ocorram conhecimentos significativos, assim como era estabelecido anteriormente, agora se reforçando.

O professor exerce uma função importantíssima nesse desenvolvimento, com a mediação, a intervenção e a constante reflexão-ação, integrando essa metodologia de forma ampla, criativa e inovadora, contribuindo para a competência das decisões pedagógicas.

Observando que, “se por um lado o aluno exerce um papel ativo no seu processo de aprendizagem, trazendo sua experiência e conhecimento prévios para a aula, o professor, por sua vez, organiza e planeja a melhor estratégia de ensino que possibilite ao aluno o estabelecimento de relações entre o conhecimento teórico e sua experiência prática, visando assim uma aprendizagem efetiva” (BARROS, 2017).

Não podemos conceber que as propostas do uso das tecnologias na educação se instaurem em uma percepção tradicionalista que corrobora com a fragmentação dos saberes, ou seja, a fragilização da prática pedagógica como instrumento de repasse dos conteúdos, sem a participação ativa e significativa do educando nesse processo.

Visto assim, a suma importância das metodologias ativas nas propostas e práticas de ensino, inclusive as híbridas.

Nesse momento é fundamental incentivarmos o diálogo e o compartilhamento das possibilidades e de boas práticas, assim como a discussão sobre as dificuldades a serem superadas, estabelecendo momentos de múltiplas e diversificadas aprendizagens para o trabalho com o ensino remoto.

Dessa forma, poderemos propor experiências significativas de ensino na promoção do aprender a aprender, construindo coletivamente, intensificando o conhecimento e potencializando salas de aulas transformadoras.

Por fim, encerramos essas pontuações com a reflexão de Paulo Freire “ensinar exige a convicção de que a mudança é possível. Ensinar exige compreender que a educação é uma forma de intervenção do mundo. Ensinar não é transferir conhecimento”.

 

(*) Eliane Aparecida Ribeiro de Amorim, Lhays Ingryd Soares Leite, Luciene Teodoro das Chagas Passos, Rosilene Alves são professoras na Rede Municipal de Educação em Rondonópolis.

 

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