Depois da experiência de quase-morte em razão da reinfecção por Covid-19, o jornalista Gino Rondon, mesmo em fase de recuperação da doença, compartilha sua história de vida, que é marcada por grandes exemplos de superação.

A pandemia, lamentou o jornalista, está deixando a cabeça das pessoas perturbadas. Ele teve a primeira infecção pelo coronavírus em setembro do ano passado, quando foram apresentados sintomas leves.

No começo de dezembro, Gino Rondon foi surpreendido com a reinfecção pela Covid. Ele ficou um período em isolamento, enfrentando os sintomas provocados pela doença, sem maiores complicações.

Quando tudo parecia superado, no dia 4 de janeiro deste ano, Gino Rondon teve um “apagão”, sendo levado com urgência ao hospital. No mesmo dia foi intubado, permanecendo nessa situação durante cinco dias. “Aí veio a loucura da UTI, onde permaneci por sete dias. A equipe que me monitorava, por 24 horas, era composta em média por 10 profissionais da área da Saúde”, lembrou com detalhes.

Ao viver essa experiência, o jornalista disse que hábitos simples do dia a dia, como por exemplo, tomar um banho de ducha, tornaram-se um sonho almejado durante o período de internação hospitalar. “Eu sonhava ir ao banheiro; comer um prato com arroz, feijão e salada; passei a dar mais valor nas pequenas coisas da vida”, disse.

Em razão da doença, Gino Rondon enfrenta uma série de sequelas, como fraqueza muscular nas pernas; dores de cabeça intensas; fadiga; déficts como alterações de memória e fadiga mental, além de ter perdido a voz, a qual está recuperando aos poucos.

Ao receber alta, no saguão do hospital, conduzido por meio de cadeira de rodas, o jornalista se emocionou com a presença de amigos, familiares, e em especial, com sua filha caçula Flávia, que cantou a música do saudoso Gonzaguinha – “O Que É, o Que É?”, entoando a letra: “É a vida, é bonita e é bonita”. “Ali todos estavam considerando meu retorno para a vida, porque eu entrei no hospital quase morto, e saí vivo. Os médicos e enfermeiros chegaram a falar para as minhas filhas: ‘nós achávamos que iríamos perder essa batalha’”.

Trajetória de um vencedor

A mãe de Gino Rondon, Arlete Rondon Gamarra, hoje já falecida, devido às sérias complicações, ouviu do médico que teria que escolher entre a sua própria vida e a do filho. Como fruto de uma promessa, tanto Gino quanto à sua mãe sobreviveram. “Com a fé da minha mãe, hoje eu estou aqui”, comentou.

O jornalista teve que enfrentar também a perda de um filho, que foi assassinado brutalmente. “Perdi meu filho no auge de seus 30 anos; ele tinha um futuro profissional promissor. Com o tempo, conseguimos superar a dor, mas a saudade é eterna. Minha família continuou muito unida, e vivemos com alegria”.

A perda da visão foi outro grande desafio na vida de Gino Rondon. Ele conta que, “do nada, eu acordei, e pedi para minha esposa Edna acender a luz. E ela me disse que a luz já estava acesa. Mais um milagre abençoou minha vida com a recuperação da minha visão, ficando melhor do que era antes”.

Com a intubação por conta da Covid-19, o jornalista perdeu a força e mobilidade das pernas. Para ele, a experiência de ter que reaprender a andar aos 65 anos de idade jamais vai ser esquecida.

Diante de tantas lutas e superações durante a vida, Gino Rondon anunciou que vai assumir um sério compromisso com Deus, e com todos que oraram por ele, “de levar esse testemunho do milagre que eu sou para onde o Pai quiser. Seja pela produção de um livro, ou preferencialmente de ministração de palestras, quero mostrar que ‘Eu sou um milagre de Deus’”, motivando assim as pessoas a acreditarem na força da vida, e principalmente no amor divino.

Gino Rondon é Especialista em Comunicação; Consultor de Marketing e Endomarketing; Jornalista; Radialista; Apresentador de Televisão; Palestrante; Instrutor de Cursos de Oratória; Técnicas de Vendas e Liderança; Empreendedorismo e Cerimonial; Profissional de Marketing com MBA em Marketing; MBA em Estratégias de Vendas; MBA em Psicologia Organizacional e Gestão de Pessoas; Coach de Profissão; Acelerador de Carreiras e Consultor de Marketing Organizacional e Político.

 

(*) Cristina Gomes é jornalista em Campo Grande (MS).

 

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