Segundo defesa, estão querendo forçar o Judiciário para um novo julgamento de Mônica Marchetti – (Foto: Reprodução)

O Ministério Público Estadual (MPE) estaria forçando um novo julgamento da empresária Mônica Marchetti, após o Tribunal de Justiça de Mato Grosso livrá-la, em 2018, do júri popular, por falta de provas. A informação foi repassada ao A TRIBUNA pelo advogado de defesa Daniel Gerber.

Mônica é acusada de mandar matar os irmãos Brandão Araújo Filho e José Carlos Machado Araújo, em 1999 e 2000, respectivamente, por causa de uma suposta disputa de terras em Rondonópolis.

Daniel Gerber explicou que a acusação, depois de a empresária ter sido julgada e absolvida pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso, por falta de provas, agora pretende um novo julgamento, com base em um depoimento que não seria considerado prova.

 

 

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“Estão querendo forçar o Judiciário para um novo julgamento como forma de vingança”.

“Cumpre lembrar, acima de tudo, que Mônica já foi absolvida do delito que lhe imputam pelo Tribunal de Justiça do MT; significa dizer que a acusação contra ela era tão fraca que sequer poderia ir a júri popular, o que demonstra, inequivocamente, não ter participado do ato delituoso. Não obstante o MP e os familiares das vítimas, inconformados por não terem conseguido condenar Sérgio Marchett, pai de Mônica, tentam reeditar a acusação contra sua filha, em um procedimento que faz inveja aos inquisidores da era medieval. Utilizaram para isso um depoimento prestado por um dos executores do delito quando confessou seu crime, sabotando as palavras por ele afirmadas”.

“Para piorar, sabedores que nada tem em mãos contra a acusada, sequer chamaram tal pessoa como testemunha processual, impedindo que Mônica possa contraditar o alegado. Em síntese, alegam a existência de uma prova nova mas refazem o processo apenas com as provas já analisadas anteriormente pelo TJMT, em claro abuso do poder de acusar, em desrespeito ao código de processo penal e, fundamentalmente, em desrespeito às regras éticas que regem a atuação estatal”.

Em 2018, os desembargadores Pedro Sakamoto e Rondon Bassil Filho, naquela oportunidade na Segunda Câmara Criminal do Tribunal de Justiça (TJMT), votaram para que a empresária Mônica Marchett não fosse submetida a júri popular.

Ela era acusada, junto com o pai Sérgio Marchett, de ser a mandante do assassinato dos irmãos Brandão Araújo Filho e José Carlos Machado Araújo, ocorrido em 1999 e 2000. A decisão foi tomada em recurso apresentado por Mônica Marchett.

A execução dos irmãos Araújo aconteceu há mais de 20 anos. Brandão Araújo Filho foi assassinado no dia 10 de agosto de 1999, no centro de Rondonópolis, pelo pistoleiro Hércules Araújo Agostinho (Cabo Hércules). Já o segundo crime foi registrado em 28 de dezembro de 2000, quando José Carlos Machado Araújo foi executado, no estacionamento da agência central do Banco Bradesco, também no centro de Rondonópolis.

 

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