Atualmente ouve-se muito em falar de inclusão, um tema bem discutido, polêmico, preocupante e as vezes não acolhido por todos, mas necessário estudos e considerações sobre essa diversidade, não se deve encarar como obstáculo e sim como impulsos a favor de uma sociedade igualitária.

A inclusão contemplada no decreto-lei nº 3/2008 de 7 de janeiro, sendo este o princípio Legislativo para implementar a inclusão na educação escolar, onde se sabe que a verdadeira inclusão depende muito do empenho do professor no auxilio destes alunos com necessidades especiais e de todos os envolvidos no contexto escolar.

A educação inclusiva é um direito adquirido em atendimento no ensino regular bem como, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, Lei nº 9.394/96, no Art. 4º traz a: “garantia de Atendimento Educacional Especializado, de forma gratuita aos educandos com necessidades educacionais específicas, preferencialmente na rede regular de ensino” (Brasil, 2008, p.2).

A Lei nº 8.069/90, Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), no artigo 55º agrega que os pais ou responsáveis têm a obrigação de matricular seus filhos ou pupilos na rede regular de ensino. (BRASIL, 2010).

A Lei nº 9.394/96 no artigo 59, Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, assegura aos alunos currículos específicos para atender as necessidades dos alunos e suas especificidades (Brasil, 2010). A Convenção da Guatemala (1999), promulgada no Brasil pelo decreto nº 3956/2001

O processo que induz o ser humano a compreender as coisas e acontecimentos é a educação de qualidade que coopera e faz que o indivíduo consiga construir sua identidade. Assim é importante respeitar o próximo e garantir o seu crescimento, mas de uma forma sintética é preciso prudência no saber incluir, pois aceitar o aluno na sala regular e não desenvolver práticas educativas que atenda as necessidades de cada aluno com deficiência não é inclusão, pois todo o sujeito tem direito a educação sem limitações de espaços e nem tempo, o tempo é para todos.

A legalidade da educação inclusiva é conclusiva se considerarmos que o aluno se integra de acordo com o meio em que convive e cada um a seu modo respeitando os seus limites, quando se abraça a causa da educação inclusiva realiza-se um trabalho preventivo com direção a oportunidades de preparação da sociedade em geral a receber o aluno com deficiência.

O Plano Nacional de Educação (PNE) determina que a inclusão atravesse todas as etapas de ensino, desde Educação Infantil ao ensino superior, pois o trabalho com a inclusão significa trazer novas oportunidades para as pessoas com deficiência mesmo sabendo que é um processo que traz inúmeros desafios tanto para o aluno com deficiência quanto para os professores, mas este é o caminho que todos devem seguir e se adaptar para ofertar oportunidades a estes alunos a chegarem até uma universidade, seguindo caminhos por eles determinados, com isso quebra-se tabus e abre portas para todos.

Para haver uma inclusão de forma significativa no contexto escolar é importante fazer análise sobre à organização do espaço como um todo, pois estes contribuem muito com as condições de apoio tanto para o aluno, quanto para o professor, é preciso se reorganizar, dar maior destaque a formação humana, criar práticas coletivas e flexíveis para atender essa nova realidade.

O papel da escola é olhar para o futuro, observar as mudanças ocorridas em geral, visando o benefício para esses alunos, reestruturando os métodos pedagógicos de acordo com a necessidade de cada aluno.

A oportunidade de convivência com todos os alunos no espaço escolar pode se estender a outras oportunidades em diferentes espaços, pois a ocasião traz benefícios para ambos revertidos em aprendizagens e desenvolvem vínculos de amizades e solidariedade.

O educador frente à sala de aula é o organizador das atividades e metodologias no processo ensino e aprendizagem de todos os alunos. Norteando ações para que a educação inclusiva trabalhe com a adversidade, compromisso e equalizando as oportunidades.

Procurar conhecer melhor o aluno com deficiência é uma das alternativas que pode ajustar as metodologias, as características do aluno o qual facilitará a sua interação e os objetivos educacionais esperados.

 

(*) Rosilene Alves Lima, professora da rede municipal de ensino da cidade de Rondonópolis-MT. Aldeny Alves de Oliveira, professora da rede municipal de ensino da cidade de Rondonópolis-MT.

 

 

1 COMENTÁRIO

  1. Vivenciei e conheço bem essa discussão por se eu o objeto real dela tanto nos ensinos especializado – APAE – no fundamental – de 4 a 8 serie na escola Eunice Souza dos Santos – no médio – na escola La Salles – quanto no ensino superior – no curso de historia – no extinto campus da UFMT hoje a UFR aqui em Rondonópolis.

    O que se observa, é que por parte das grande maioria dos educadores – pois sabemos que nem todos pensam e agem de forma coletiva – há um interesse sub-humano em acolher de forma humanizada os alunos com deficiência mesmo sem a devida formação e capacitação para lidar com esse desafio e não esquecendo do mais fácil a se resolver, o estrutural.

    Porem, tem que se ter a consciência que num ambiente escolar seja dentro da sala de aula ou fora dela, há um fator primordial que não se pode sob hipótese alguma fazer vistas grossas por parte da comunidade interna escolar. Falo aqui das relações humanas entres os ditos ”normais” – que de ”normais” mesmo tem muito pouco – e os também ditos ”diferentes” que se conflituem diariamente, é nesses conflitos que se tenta se ver e ver o outro aceitando-se e de forma igual aceita o outro como ele é.. É ai que se ver de forma humana o caminho menos doloroso para a inclusão tanto na escola quanto na sociedade dando autonomia…..

    Historiador e Deficiente Joabe Tavares de Souza.

DEIXE UM COMENTÁRIO

Please enter your comment!
Please enter your name here