Muitas são as formas (ou estilos) disponíveis atualmente para se aprender um idioma estrangeiro tão importante e presente no nosso dia a dia como a língua inglesa, desde aquelas que demandam mais tempo e dedicação a aquelas que enfatizam os ditos aspectos comunicativo e interativo da linguagem. Na prática, porém, novas ou antigas abordagens ou metodologias não têm trazido os resultados esperados tanto pelos professores quanto pelos aprendizes das nossas escolas públicas e particulares. Talk about frustration!

Quando isso acontece, é compreensível (até certo ponto) ver sinais de tristeza, desapontamento e desânimo no semblante dessas pessoas, que se dedicaram por meses ou anos a fio, mas (ainda) não conseguiram atingir o nível de ensino/aprendizagem desejado. No entanto, vale sempre a pena lembrar que “de boas intenções o inferno está cheio”, como nos ensina aquele velho provérbio.

Aliás, provérbios (bíblicos ou não) e os ditos/ditados populares são uma forma muito interessante de acesso à leitura, e consequente aquisição de vocabulário, em língua inglesa. Mais curtos (e “menos chatos”, dizem alguns alunos), eles podem ser melhor compreendidos, memorizados com maior facilidade e utilizados mais frequentemente nas interações/conversas toda vez que isso for oportuno. Ou seja: diferentemente daqueles textos com dois, três ou mais parágrafos (e palavras novas ou ‘difíceis’ aos borbotões), proverbs e old sayings costumam atrair a atenção dos aprendizes e fazer com que eles se sintam mais confiantes e motivados a tentar entender/traduzir a mensagem-alvo na íntegra.

Outra maneira bastante eficaz de aprender palavras/estruturas novas e estimular esses aprendizes é através do uso de citações de livros, filmes/séries e letras de música, bem como de frases atribuídas a personalidades da história (inter)nacional e celebridades ainda vivas ou não. Essas quotations (ou quotes) tendem a ser ainda mais atrativas e produtivas porque, quase sempre, estabelecem uma ligação mais íntima/afetiva entre o (suposto) autor da frase e o seu leitor, gerando, inclusive (de maneira natural), reações explícitas de concordância ou discordância quanto ao que foi lido/ouvido entre os próprios aprendizes – com a sua posterior inclusão na seção de recado ou status do WhatsApp e Messenger ou nos stories do Facebook e Instagram, dentre outras possibilidades.

Em meio à enormidade de citações mencionadas em livros didáticos e posts na internet, por exemplo, estão aquelas atribuídas a gente influente como o filósofo chinês Confucius (551 a.C.-479 a.C.), o ex-primeiro ministro britânico Winston Churchill (1874-1965), a escritora americana Maya Angelou (1928-2014) e a ex-primeira-dama dos Estados Unidos Eleanor Roosevelt (1884-1962), só para citar algumas personalidades. Essa lista, porém, pode ser infinita, podendo contemplar pessoas de menor, igual ou maior destaque num ou noutro campo do conhecimento humano ao longo da nossa história, como os extraordinários Albert Einstein (1879-1955) e Madre Teresa de Calcutá (1910-1997), por exemplo.

Por fim, vale lembrar que, embora as palavras quotes (informal) e quotation sejam as mais utilizadas nesse contexto, o termo citation também existe. Segundo o Longman Dictionary of English and Culture, trata-se de “a short passage taken from something written or spoken”. E, com isso, o que acabamos de colocar entre aspas, por si só, dear reader, também é uma citação! Em outras palavras, eis, portanto, uma amostra da sua utilidade no nosso dia a dia.

 

P.S. 1: O WhatsApp da Valéria Cristina tem a seguinte citação/frase como ‘recado’: “Existem coisas que o dinheiro não compra. O meu brilho é uma delas.” Em inglês, ela ficaria mais ou menos assim: “There are things that money doesn’t buy. My brilliance is one of them.”

P.S. 2: Quanto à citação/frase presente no celular do teacher Jerry Mill, “English to the bone!”, ele não costuma traduzir para o português, nem sob tortura…

 

(*) Valéria Cristina Negrette da Nóbrega Buzatti é pós-graduada em Ensino de Língua Inglesa (UFMT) e professora efetiva da rede municipal de ensino. Jerry T. Mill é mestre em Estudos de Linguagem (UFMT), presidente da Associação Livre de Cultura Anglo-Americana (ALCAA), membro-fundador da ARL (Academia Rondonopolitana de Letras), associado honorário do Rotary Club de Rondonópolis e autor do livro Inglês de Fachada.

 

 

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