(Foto: Arquivo/Secom-MT)

 

Depois de tantas idas e vindas, finalmente se pode ter perspectivas melhores quanto a vacinação da população contra a Covid-19 e no que isso implica para os próximos meses, que é a superação da pandemia. O que se espera é que daqui para frente a vacinação deixe de ser politizada como vem ocorrendo e que o foco esteja na saúde do cidadão, com os esforços centrados na condução de um plano de imunização que atinja os resultados que a sociedade tanto anseia.

O foco dos governantes no plano de vacinação é fundamental, visto que ainda se espera que seja preciso vencer inúmeros obstáculos até que a tão sonhada vacina esteja acessível a toda a população. Será preciso superar, principalmente, a falta de insumos para a produção das vacinas, que já atingiu o Butantan e a Fiocruz. Afinal, caso o Brasil não consiga importar os insumos, a maioria vindos da China, com rapidez, não haverá vacina.

Outro fator importante a ser levado em consideração é que as vacinas já aprovadas para uso pela Anvisa precisam ser aplicadas em duas doses. Mato Grosso, por exemplo, recebeu uma remessa com 120 mil doses que servirão para imunizar 60 mil pessoas. Destas, a metade são os indígenas que vivem em aldeias no Estado e a outra metade para os profissionais de saúde que atuam na linha de frente do combate ao Covid-19.

Somam-se a esse grupo, uma pequena parcela de idosos com mais de 60 anos institucionalizados, ou seja, somente aqueles que vivem em asilos. Enfim, são as doses necessárias para cumprir apenas a Fase 1 de vacinação proposta pelo Governo Federal. Somente para a imunização de grupos prioritários foram propostas 4 fases.

E aí? Quando chegarão as demais doses para que se dê início à Fase 2? E a 3? A 4? A verdade até o momento é que ninguém sabe. E se ninguém ainda sabe, fica difícil se fazer qualquer prognóstico futuro. Mesmo assim, é um momento de não ser pessimista e também de manter as cobranças. O que se viu neste início de vacinação foram informações desencontradas.

O Município, por exemplo, pisava em ovos sem obter informações mínimas necessárias para se elaborar um plano de imunização. Na segunda-feira a noite enquanto o Governo do Estado vacinava a primeira profissional de saúde, Rondonópolis ainda não sabia quando as doses chegariam na cidade e nem mesmo quantas.

Para os próximos passos do processo de imunização o que se espera é que a situação esteja organizada para que todos possam ser beneficiados. Enfim, o que todos desejam desde março de 2020, quando a pandemia bateu na porta do Brasil, é que o novo começo esteja bem ali na frente.

 

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