(Foto: Arquivo/Roberto Nunes/A TRIBUNA)

 

O caso envolvendo a duplicação da Rua Rio Branco, em Rondonópolis, cuja obra realizada não tem qualidade alguma, é mais uma daquelas típicas situações de desperdício de dinheiro público, em que o problema possivelmente nunca mais vai ser solucionado.

Como relatamos no A TRIBUNA do último fim de semana, mesmo após três anos das constatações dos problemas da obra, nenhuma movimentação no sentido de reparar as falhas teve andamento.

O Estado, conforme nota enviada à redação, ainda segue com um processo administrativo. Tanto tempo depois o governo prossegue sem concluir o que pode ser visto por qualquer cidadão rondonopolitano a olho nu. Além de um asfalto ruim e de problemas sérios de drenagem, o que mais chama a atenção é a ciclovia, ou melhor, a falta dela, já que o que existe hoje é uma pista que esfarela na mão. Um serviço mal feito, inacabado e que custou caro.

Sabemos que o processo sobre o caso está correndo na Justiça, e que os valores investidos podem ser reavidos. Sabemos também que algum dia o Estado vai terminar seu processo administrativo, e futuramente, quem sabe, receber algum ressarcimento. Mas, e os moradores? Como ficam aqueles que iriam receber uma obra grandiosa e ficaram com uma obra feia, mal feita e sem funcionalidade?

A região do Padre Lothar está entre as que mais cresce na cidade. Somente nos últimos anos, surgiram os bairros Mathias Neves, Paiaguás, João Moraes, Melquíades Figueiredo… Um volume grande de moradores naquela região e que precisam de uma via importante como a Rio Branco para acessar o centro da cidade.

Embora a rua exista, esteja asfaltada e em condições de tráfego, é nítido que faltam rotatórias, que a ciclovia, pista de caminhada e canteiro central precisam ser refeitos, e que a drenagem precisa funcionar.

Os moradores não merecem uma obra porca, para não dizer outra coisa, mas sim uma via digna de uma região que cresce tanto e tem tanta gente trabalhadora. Que o Estado não somente recupere valores, mas se preocupe em finalizar a obra com qualidade e a altura da população de Rondonópolis.

 

1 COMENTÁRIO

  1. Normal! Tudo normal! Indesejado, claro! Mas normal!
    O poder público não trabalha para o interesse público, e sim para o interesse privado dos velhos caciques!
    Muda o tempo e as vezes os nomes, mas continua sempre a mesma coisa: descaso após descaso.
    A ampliação da Av. Rio Branco é só um dos inúmeros casos de incompetência pública. E eu nem estou sendo específico quanto a um ou outro Prefeito ou Governador! A incompetência é generalizada e estendida às câmaras municipais e claro, ao antro mor que é a nossa assembleia legislativa!
    É só andar na rua pra ver a incompetência por toda parte:
    Lá em Cuiabá, as “obras da copa” que trariam a maravilhosa mobilidade urbana se tornaram um caos durante o mundial e hoje, depois de alguns anos passados vemos a qualidade horrível dos viadutos mal planejados e aquele elefante branco sem pernas que é o VLT: uma piada com o dinheiro público. E NINGUÉM FALA NADA!
    Aqui em Rondonópolis não é diferente: temos uma ponte que liga nada a lugar nenhum lá na Av. W11, carinhosamente apelidada de “estacionamento de discos voadores”! Uma ponte que não se consegue chegar, e se chegar não dá em lugar nenhum!
    Temos também uma praça recém inaugurada, muito bonita por sinal, um novo atrativo pra população, mas que já tem seu paisagismo bastante desfalcado por pura falta de manutenção! Temos também calçadas intransitáveis tanto pela falta de alinhamento e nivelamento do piso quanto (e principalmente) em virtude de serem diuturnamente invadiras por vendedores de todos os tipos (é chip da CLARO, é cocada, cueca, cinto e carteira de couro, caixas de som “genéricas”, meias de todos os tamanhos, panelas, redes e tapetes, etc… …isso sem falar nos mendigos, pedintes, vendedores de brincos de penas e pedras, malabaristas de semáforos e agora, mais recentemente, a profissão do momento: vendedores de lugar na fila do “auxílio emergencial” lá na quadra do EMOP.
    Como se não bastasse tudo isso, temos também um trânsito absolutamente caótico nos horários de pico com falta total de sincronização semafórica, falta de arborização no centro da cidade e um serviço de coleta de lixo que parece uma piada de mal gosto!
    E claro, chegando à cidade (principalmente na entrada de Campo Grande), temos uma das atrações, opa, aberrações, da cidade: um semáforo na BR! Simplesmente porque não temos um viaduto planejado para permitir a entrada e saída da cidade por ali. É só ir lá as 7:00h pra ver o inferno que é sair pra Campo Grande pelo famigerado “Trevão”.
    Mas claro, nem tudo é ruim! Algumas coisas são HORRÍVEIS. Como por exemplo o número absurdo de “casas de tolerância”, prostíbulos, bordéis, “casas da luz vermelha”, casa das primas, cabarés, puteiros, casa de facilidade, etc no centro da cidade!
    Antigamente as esquinas eram tomadas por farmácias. Era uma em cada esquina!
    Agora são as putas! Uma (dúzia) em cada esquina! Impressionante!
    Claro, se os filhos estão na política é justo que as mães se mudem pra cá também!

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