Hoje, mais do que outrora, para superação da infantilidade política e não entrar no jogo de fachada, é fundamental conhecer em profundidade a construção imaginária da sociedade, bem como as regras instituídas no contexto do mundo da vida social. O fato singular é que todos os povos que pertencem a uma comunidade para sua governação precisam saber como ordena a lógica de funcionamento do poder, na condição de sujeito coletivo da democracia. Embora, a superação deverás lenta, porém, permanente da cultura religiosa burguesa a fé comprometida com a radicalidade profético-crítica. A exigência que se faz necessária, frente ao contexto da realidade opressora, precisa da dialeticidade que mobiliza, a leitura de mundo, para a sua escolha do caminho e agir no mundo.

Por outro lado, o agente social carece de discernimento, porque uma sociedade governada na base da bajulação, traz como resultado de políticas públicas, a bofetada para os pobres. Por mais que parece ser difícil a percepção, mas a evolução da humanidade, no campo do conhecimento, exige que na arena da política, o povo precisa de educação, para produção da passagem da fantasia do casulo que embernou no espaço da caverna à radicalidade da verdade que liberta e emancipa a sociedade, como pressuposto de outra construção social. Na arena política da burguesia, o modo de pensar está associado, a ideia de que o forte usa o fraco para produzir a confusão dos fracos, na perspectiva de conduzi-los ao estado de a massa, a fim de extasiar-se no reflexo do espelho do colonizador a sua própria ignorância. Portanto, frente a realidade de ofuscamento da consciência de mundo, o desafio está na superação do projeto cristão conservador, como religião civil de estado, para que a humanidade se reconecta no tempo de hoje, aos princípios do amor ao próximo e de luta pela justiça social.

O contexto do mundo da vida exige que você assume a condição de testemunha da justiça social, que promova a libertação e a paz do povo. Nesse processo, o ato de ensinar a geração a tomar consciência da realidade, para identificação do que tem, significa aguçar a curiosidade de sujeito coletivo para o assumir a condição de agente da construção da democracia participativa. No contexto político, a emancipação tem relação direta com a ação que possibilita do aguçamento da percepção do sentido da partilha. Assim, na unidade da força da esperança, a responsabilidade social de promover a transformação do mundo, num espaço para o bem-viver. Na perspectiva desse modo de pensar o mundo, o bom político precisa de conhecer por dentro o sofrimento do e desejo do povo, para que possa implementar políticas públicas a favor do bem coletivo, sobretudo, para os pobres.

Mais do que nunca, o povo necessita imperiosamente inquieto, levantar-se contra o estado produtor de injustiça social. Logo, é urgente concentrar a sua atenção, para o que está acontecendo na realidade do mundo da vida, começando pela sua proximidade e ir estendendo para outro horizonte, para além do mundo do imediato. Para ir adiante, faz-se necessário a renúncia da condição de prisioneiro da opressão, que faz a massa admiradora do colonizador, mesmo que acoita a liberdade do colonizado.

Porém, o ser humano como ser inacabado, enquanto transita no espaço do mundo sociopolítico Cultural, para sua sobrevivência tudo precisa ser aprendido. Isso significa que o humano está sempre em saída e em processo de construção permanente. Mas, o mundo passa a ser conhecido para você, quando vai apropriando, construindo uma inteligibilidade das coisas, o que caracteriza uma construção social. O fato é que não há coisa que fica obscura para sempre. Contudo, não deixe se iludir pelo mito da razão, porque “quanto mais aprende, tanto mais se engaja para mudar”, assim o mundo será revelado pelo discernimento da inteligência humana.

Não tenhas medo de sua responsabilidade social. “O melhor caminho é fazer a análise da prática que já houve ou que está havendo. E descobrir a razão do fenômeno que implicou aquela prática”. A conscientização do sujeito com o compromisso da mudança social, caracteriza-se o processo dialético único que liga a consciência e ação, que impulsiona para a construção de um mundo justo e fraterno para todos.

A vida humana, importa para construção do reinado da libertação.

 

(*) Dr. Ademar de Lima Carvalho é professor do PPGEDU na UFR.

 

 

1 COMENTÁRIO

  1. Boa noite a todos (as). Passo aqui para parabenizar mais uma vez o nosso professor Dr. Ademar de Lima Carvalho pelo excelente texto! Abraços!

    AIRES JOSÉ PEREIRA é coautor do Hino Oficial de Rondonópolis; Professor e Coordenador do Curso de Geografia da UFR; Doutor em Geografia Urbana pela UFU; Mestre em Arquitetura e Urbanismo pela FAU-UnB; Graduado e Especialista em Geografia pela UFMT; Membro Efetivo da Academia de Letras de Araguaína e Norte Tocantinense e possui 17 livros publicados, entre eles: “Ensaios Geográficos e Interdisciplinaridade Poética” na 6ª Edição.

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