Maiores focos do Aedes Aegypti são encontrados em lixo acumulado, entre outros – (Foto: Arquivo)

Dados da Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde apontam para um dado preocupante em Rondonópolis.

Em 2020, entre janeiro e 18 de novembro, foram registrados 1.249 casos de dengue na cidade. Desse número, 39 foram da chamada dengue com sinal de alarme (sintomas mais graves) e um caso de dengue hemorrágica.

Por meio do LIRAa – Levantamento Rápido de Índices para o Aedes Aegypti, a Unidade de Vigilância em Zoonoses têm realizado trabalhos nos locais com maior índice de infestação, na tentativa de redução desses números.

Ontem (26), por exemplo, as equipes estiveram realizando um mutirão de combate à dengue na região dos bairros Carlos Bezerra e Edelmina Querubim.

De forma geral, o LiRAa indica que o índice de infestação predial em Rondonópolis é de 0,9%, o que fica dentro do critério satisfatório, mas em algumas regiões a infestação preocupa, especialmente pelas chuvas que estão retornando.

No Jardim das Flores, por exemplo, segundo informado pela Prefeitura de Rondonópolis, foi registrada uma infestação predial de 7,25%, índice considerado de alto risco para epidemia. Na Vila Olinda e no Jardim São Bento, foram registradas infestações de 2,75% e 1,96%, respectivamente, o que representa estado de alerta para epidemia.

Ainda conforme a Prefeitura, os maiores focos com larvas do Aedes Aegypti, mosquito transmissor da doença, estão sendo encontrados em “pneus abandonados, caixas de água, bebedouros para animais domésticos, brinquedos infantis jogados em quintais, lixo acumulado em quintais e terrenos baldios, e até mesmo em tampinhas de garrafa e sacolas plásticas jogadas em locais inapropriados”.

A Unidade de Vigilância em Zoonoses ressalta a importância da população receber os agentes que realizam o trabalho de combate aos criadouros, lembrando que eles estão sempre identificados (uniformes e crachás).

Vale salientar que, além da dengue, o Aedes aegypti transmite outras doenças, como a zika vírus e a febre chikungunya. Em 2020, felizmente, a cidade não teve casos confirmados de zika ou chikungunya até 18 de novembro.

 

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