Conforme o MPE, os agendamentos de balizamentos no “Marinho Franco” estariam sendo realizados somente das 6h às 17h – (Foto: Arquivo)

 

O Ministério Público do Estado (MPE) abriu um inquérito público para apurar denúncia de que aeronaves teriam o pouso negado no Aeroporto Maestro Marinho Franco, em Rondonópolis.

O problema estaria na inexistência de plantão 24 horas de agendamento de balizamento. A denúncia aponta que o fato poderia prejudicar que aeronaves pousem em situações de emergência.

Conforme o MPE, os agendamentos de balizamentos estariam sendo realizados somente das 6h às 17h, e deveriam ser feitos por telefone ou com 12 horas de antecedência via e-mail, e que solicitações feitas de outras maneiras não seriam aceitas pela administração do aeroporto, impedindo o pouso até mesmo em situações de emergência.

 

 

 

————  CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE  ————
————————————————————————————

 

 

A Promotoria de Defesa dos Direitos do Consumidor enviou notificação para que a administradora do Aeroporto Maestro Marinho Franco preste as informações sobre a situação em um prazo de 10 dias, além de iniciar a coleta de depoimentos, certidões, realização de perícias, visitas, vistorias e demais diligências que se façam necessárias.

 

Outro Lado

A empresa Centro-Oeste Airport (COA), que é a responsável pela administração do Maestro Marinho Franco, informou ontem que até o momento não recebeu nenhuma notificação do Ministério Público do Estado questionando os procedimentos adotados em relação ao uso do aeroporto fora do seu horário de funcionamento.

Na nota, a COA explicou que segue todas as recomendações e normas de funcionamento exigidas pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e que o requerimento de prorrogação de funcionamento do aeroporto é um procedimento padrão, previsto na aviação civil e que todos os dados e contatos estão disponíveis no AISWEB publicado em forma de NOTAM para toda a comunidade aeronáutica.

A empresa destacou ainda que o procedimento não impede pousos emergenciais, como UTI aérea ou aeronave em pane, e que o Aeroporto Maestro Marinho Franco sempre esteve à disposição para atender esse tipo de operação.

 

2 COMENTÁRIOS

  1. O poder público, o prefeito e os vereadores não estão nem aí. Quando querem voar, vão pra Cuiabá. Esse nosso aeroporto não passa de um mero “campo de aviação”. Isso não tem nada a ver com a pujança de Rondonópolis.

  2. Aeroporto continua sendo um problema. Sempre tem algo que venha a atrapalhar a total segurança do aeroporto. Seria negligência ou falta de transparência nos serviços prestados ou somente em parte? Rondonópolis vem sofrendo com essas coisas há muito tempo. Gente, queremos gerenciamento de fato e não meia sola.

DEIXE UM COMENTÁRIO

Por favor, digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui