(Foto: Arquivo)

 

Com a massificação do uso das redes sociais nos últimos anos, o trabalho no sentido de coibir a divulgação de notícias falsas e difamações durante as eleições se torna mais difícil e precisa ser feito de forma eficiente.

O problema é que a influência, principalmente, com a divulgação de notícias inverídicas e infundadas, pode ser muito negativa em um pleito e produzir efeitos, até mesmo, na definição de uma eleição.

Em Rondonópolis, por exemplo, já há decisões judiciais favoráveis a candidatos que levaram a exclusão de perfis no Instagram, Facebook e Twitter. Nestes casos específicos, as empresas atenderam a determinação judicial e além de excluir as contas, informaram os dados cadastrais e de acesso dos usuários responsáveis pelos perfis.

Os casos ainda estão em investigação na Polícia Federal e se comprovada a utilização das redes para divulgação de notícias falsas e de ofensas a candidatos, os responsáveis serão punidos.

É fato que a democracia somente se mantém por meio da garantia da liberdade de expressão dos cidadãos, mas essa liberdade não pode ser confundida com propagação de informações que se sabe inverídicas e que podem causar danos à sociedade.

A crítica também é fundamental no processo democrático, mas há um patamar que a diferencia da pura e mera ofensa e difamação contra alguém. A responsabilidade com as informações divulgadas é de todos.

Não é saudável para uma sociedade o uso inadequado das redes sociais, em período eleitoral ou não, porque a propagação de notícias inverídicas pode causar danos, sim. Podem influenciar o andamento de uma eleição, sim. Podem prejudicar a vida das pessoas envolvidas, sim.

O cidadão não deve pensar que porque está atrás de um computador, em um mundo virtual, pode agir sem responsabilidade, tanto que ele pode ser facilmente identificado e terá problemas com a justiça.

Até os famosos perfis “fakes” são passíveis de identificação e posterior punição dos responsáveis.

Seja no mundo virtual como no mundo real, as leis e as normas devem ser respeitadas, até porque são criadas com a intenção de resguardar a todos e permitir a convivência em sociedade de forma mais digna e pacífica.

 

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