Para as autoridades, o incêndio que devastou o Pantanal mato-grossense precisa ser encarado como uma lição a ser aprendida – (Foto – Christiano Antonucci)

 

O incêndio que devastou o Pantanal mato-grossense precisa ser encarado como uma lição a ser aprendida, para que no futuro tragédia semelhante não volte a ocorrer.

A opinião foi consenso durante o programa Conversas Criminais, um bate-papo virtual apresentado pelo advogado criminalista do Rio de Janeiro, Luís Guilherme Vieira, que na noite de anteontem teve entre os convidados o desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, Rubens de Oliveira Santos Filho.

Para o desembargador, a pergunta que fica é: o que poderia ter sido feito para evitar essa tragédia, que trouxe danos irreparáveis à flora, fauna e ao homem pantaneiro, que tira seu sustento dessa região. Segundo o desembargador, há uma reclamação constante do homem pantaneiro, que alega não ser ouvido pelas entidades que trabalham em defesa do ambiente.

 

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“O homem pantaneiro não é só o grande fazendeiro, é também o povo ribeirinho e outras pessoas que moram na região”, pontuou.

 

O desembargador ressaltou ser difícil criar gado no Pantanal, assim como desenvolver qualquer outra atividade econômica na região. Porém, pela sua grandeza e pela beleza, ele precisa ser mantido.

Lembrou ainda que o Pantanal não é só Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, mas também Bolívia e Paraguai e, por esse motivo, defendeu que a discussão sobre o futuro do ecossistema seja mais ampla.

“Há muitas entidades trabalhando na gestão ambiental do Pantanal, mas me parece que não há nem namoro entre elas”.

 

Promotor de Justiça de Mato Grosso do Sul e secretário da Rede Latino-Americana de Ministério Público Ambiental, Luciano Loubet disse que o incêndio sensibilizou a sociedade brasileira e chamou a atenção do mundo para o Pantanal, e que agora é hora de olhar para o futuro.

Previsões meteorológicas mostram que nos próximos quatro anos os eventos climáticos serão semelhantes a 2020, ou seja, muito calor e pouca chuva, o que pode provocar novas tragédias, se nada for feito.

 

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