O crime ocorreu em 23 de julho de 2017, no bairro Jardim Liberdade, em Rondonópolis, por volta das 19h – (Foto – Reprodução/SBT Rondonópolis)

 

O Tribunal do Júri decidiu pela condenação dos réus Eduardo Moraes da Silva e Victor Hugo da Silva Santos por duplo homicídio qualificado contra Paulo Fabrício Guimarães e David Felipe da Silva, que na época do crime tinha apenas 1 ano e 10 meses de idade.

O julgamento teve início às 9h30 de terça-feira e foi concluído por volta das 6h de ontem, depois de cerca de 21 horas. Também foi julgado sob a acusação de participação nos homicídios o réu Ulisses Henrique dos Santos, que foi absolvido por falta de provas.

Eduardo foi condenado a 65 anos de prisão e Victor a 56,4 anos. Os réus, que já estavam presos, iniciarão o cumprimento das penas reclusos. Já Ulisses, que foi inocentado pelo Juri, teve o alvará de soltura expedido.

O crime ocorreu em 23 de julho de 2017, no bairro Jardim Liberdade, em Rondonópolis, por volta das 19h. Conforme a acusação, as vítimas, Paulo, o bebê, David e a namorada de Paulo, Nathália Gabriela da Silva, estavam em uma motocicleta a caminho de uma igreja quando foram abordados por dois homens armados que efetuaram vários disparos contra os três.

Paulo e o bebê foram feridos na cabeça e acabaram morrendo. Já Nathália foi atingida por um tiro no pé. Ainda de acordo com a acusação, Eduardo teria encomendado o assassinato quando estava preso na Penitenciária da Mata Grande.

Depois de alguns meses de investigação, a Polícia Civil prendeu Ulisses e Victor sob a acusação de serem os autores dos disparos contra as vítimas. Também foi cumprido um mandado de prisão contra Eduardo na Penitenciária da Mata Grande com a acusação de ser o mandante do assassinato.

Atuaram no júri os promotores de Justiça Marcelo Domingos Mansour, da 6ª Promotoria de Justiça Criminal, e Reinaldo Antônio Vessani Filho, da 5ª Promotoria de Justiça Criminal de Rondonópolis.

Algumas testemunhas e os réus foram ouvidos por videoconferência. Em plenário, os membros do Ministério Público de Mato Grosso pugnaram pela condenação dos acusados nos moldes da pronúncia. Por unanimidade, os jurados decidiram prosseguir com o julgamento até o fim dos trabalhos, sem interrupção.

Após ouvir testemunhas, acusação e defesa, os jurados entenderam que Eduardo e Victor foram os autores do duplo homicídio qualificado, decorrente de motivo fútil e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima, reconhecendo ainda que a vítima David Felipe possuía menos de 14 anos e entenderam que Victor portava ilegalmente uma arma. Ulisses, por sua vez, foi absolvido.

O juri também considerou que o crime contra Nathália foi de lesão corporal leve e não tentativa de homicídio.

O juiz Wagner Plaza Machado Junior condenou Victor a 20 anos de reclusão pelo homicídio qualificado de Paulo Fabrício e a 33,4 anos pelo homicídio qualificado contra o menor, além de mais 3 anos de prisão e 50 dias/multa por porte ilegal de arma de fogo. Quanto ao réu Eduardo, o juiz aplicou pena de 23 anos de prisão pelo homicídio de Paulo Fabrício, mais 42 anos pela morte da criança.

 

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