O ano de 2020 é considerado um ano atípico quando analisamos as questões sanitárias e de saúde pública do planeta. O SARS COVID 2, chamado comumente de COVID 19, influenciado pela presença de um potente vírus por nome Coronavírus modificou as estruturas políticas, econômicas, culturais e sociais de toda a humanidade a partir de seu aparecimento na China já na reta final do ano de 2019.

Com o anúncio de Pandemia mundial feito pela OMS, quase duas centenas de países no mundo passaram a adotar ações protocolares no sentido de dirimir o contágio desse agente viral. Na Europa, nos Estados Unidos, em alguns países da Ásia e na América do Sul, especialmente no Brasil, a situação foi ficando descontrolada e o lockdown teve que ser instalado em centenas de metrópoles do mundo e até megalópoles. O número de mortes na Itália assustava, assim como na Espanha e Inglaterra. Na América do Norte e no Brasil, os casos se multiplicavam assim como os números de óbitos. A situação se tornava insustentável e para muitos a solução, a salvação viria e realmente virá somente a partir de uma vacinação em massa.

Desta forma, o ano de 2020 tornou-se um ano diferente, e passados quase nove meses desse processo pandêmico mundial, no caso do Brasil, já temos mais de 5 milhões de pessoas infectadas com um número de óbitos assustador, chegando a mais de 150 mil mortes pela COVID 19, só estando atrás dos Estados Unidos quando a questão é o número de mortes. Para muitos, o ápice da pandemia no nosso país foi nos meses de junho, julho e agosto e a partir do mês de setembro já observou uma desaceleração nos números de contágios e mortes no Brasil mas, porém, entretanto, a Pandemia ainda está longe de findar, haja vista que o número de infectados ainda é relativamente alto e ainda estamos sem previsão de vacinas.

Com essa breve e pequena diminuição nos números de casos e óbitos, os governos federais, estaduais e municipais, pelo Brasil afora, foram realizando uma gama de flexibilização, aonde foram liberando, em todo país, algumas situações, eventos e atividades, que durante o ápice da pandemia estavam fechados. Desta forma, as aglomerações foram e estão ficando insustentáveis pelos mais de 5 mil municípios de nosso grandioso Brasil.

É bom destacar que neste momento, no continente Europeu, vem acontecendo um novo fenômeno de alto contágio do Coronavírus, chamado por lá de “SEGUNDA ONDA”. Vários países, como a Inglaterra, a Espanha, Portugal, Grécia, França, a própria Itália, além de vários outros, vem implantando restrições de circulação de pessoas, no sentindo de evitar aglomerações, pois a escalada da COVID 19 vem assustando e muito os países europeus. A tendência normal nesse momento em vários países europeus é a implantação de novo lockdown e aumentar a quantidade de testes, para que venha a dirimir o poder desta NOVA ONDA EUROPEIA da COVID 19.

Aqui no Brasil, nós ainda nem terminamos a “Primeira Onda”, e a flexibilização que se observa nos milhares de municípios do país e, em especial, aqui em Rondonópolis assusta. Os decretos governamentais e municipais levaram a população de volta aos bares, aos botecos, praias, cinemas, clubes, festas noturnas, lotações de espaços públicos, com espaços de práticas de esporte, ciclovias e caminhadas, onde na maioria das vezes, se observa esses atos comunitários sendo praticados sem o mínimo de cuidados possíveis, sem utilizar dos protocolos mais necessários e viáveis nesse momento de pandemia, como o uso da máscara e álcool em gel, por exemplo. Nota-se para muita gente, que o tão propalado “ficar em casa” já ficou para trás. E enquanto isto, o SARS COVID 2 está por aí a circular, e com muita força, infelizmente.

E desta forma caminha a humanidade, aonde, um bando de COVIDiotas, que pressionado pela força e imposição do capitalismo, da economia, em detrimento da saúde pública e da questão sanitária, vem assinando decretos federais, estaduais e municipais, quebrando normas e protocolos, impondo uma falsa flexibilização, fazendo assim com que a sociedade brasileira venha a gozar de uma certa normalidade, que ainda não existe.

Algumas dúvidas me sobressaem: Essa gama de flexibilizações e liberações começaram coincidentemente a serem promovidas em pleno período eleitoral e eleitoreiro. Será que toda essa “normalidade” hoje proclamada pelos entes públicos será também evidenciada no pós eleição? Será que nosso povo continuará a viver dentro desse perigoso processo de aglomerações sem ainda utilizar dos protocolos e equipamentos necessários? Como deveremos pensar em uma provável “Segunda Onda” como vem ocorrendo na Europa, se aqui no Brasil e nos Estados Unidos, não terminou nem a “Primeira Onda”?

Por fim, particularmente, proclamo a sociedade brasileira que reavalie suas ações mediantes esta Pandemia. A situação sanitária ainda é precária e demanda muitos cuidados e prevenções a serem por nós realizados. A utilização de máscara e álcool em gel e a manutenção da higiene das mãos, além do distanciamento ainda são fundamentais. A culpa do aumento no número de casos da COVID 19 recae sobre um grupo de alienados, que vai para as ruas, festas, bares, noitadas, praias, shoopings, sempre alicerçado pelos decretos e mandados promovidos e assinados pelos chamados COVIDiotas, que são os governantes de todas as esferas e poder, que de sobremaneira e irresponsavelmente, realizam a flexibilização, priorizando os aspectos econômicos e capitalistas, estando assim, na contramão da saúde pública e em detrimento aos protocolos da OMS. O momento atual ainda urge cuidados essenciais, pois o Coronavírus é traiçoeiro e não escolhe organismos e nem pessoas para promover os piores de seus sintomas, principalmente o respiratório.

 

(*) Professor Ms Reuber Teles Medeiros

 

 

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