Nós vivemos os tempos da tecnologia. Andamos com celulares que são praticamente minicomputadores em nossas mãos, nossas vidas são compartilhadas e por todos os lados somos vigiados.

As autoridades sabem por onde nossos veículos passam, nossas digitais são facilmente identificadas e até mesmo deixar um fio de cabelo cair é motivo para sermos identificados. Para tentar fazer algo escondido, hoje em dia, é preciso uma habilidade de outro planeta.

Nesse Big Brother diário, causa muita perplexidade que até hoje nenhuma única pista sobre o paradeiro do menino Samuel tenha ao menos sido cogitada. Nesse um ano de desaparecimento, completado hoje (20), nenhuma das diligências, averiguações ou depoimentos conseguiram apontar uma única informação concreta sobre o que pode ter acontecido com o menino. Desaparecer, sem deixar rastros.

A história é repleta de mistério, de dúvidas, de suspeitas, de incertezas, mas de efetivo mesmo… Nada.

Samuel teria pulado o portão da casa da avó e, depois disso, nunca mais foi visto

Sofre a família, o sofrimento provocado pela falta de respostas muitas vezes é pior do que saber de fato o que aconteceu ou está acontecendo.

Você não sabe se a criança está bem, se está sendo maltratada, se está viva, se está no país… Você simplesmente não sabe nada. Um ano assim, e ainda sem nenhuma previsão de mudança nessa situação, é realmente uma dor que não há como explicar.

Ficamos nos perguntando, e longe de nós duvidar do trabalho que foi feito até aqui, mas a dúvida é devido a pouca estrutura disponível: será que a segurança pública fez mesmo tudo que estava ao alcance para levantar pistas sobre o que pode ter acontecido? Será que o que existe de melhor foi empregado? Será que o máximo de pessoas possíveis foram mobilizadas nas investigações?

Um ano de desaparecimento do menino Samuel Victor, de 7 anos. Um ano sem qualquer reposta para a família e um dos casos mais emblemáticos de Rondonópolis.

Sempre é tempo de pedir mais empenho, sempre é tempo de oferecer consolo para essa família que, certamente, não teve um dia de paz nesse ano inteiro em que o garoto simplesmente desapareceu.

 

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