Ex-secretário de Meio Ambiente do Município, João Copetti, é um dos que desistiu – (Foto: Facebook)

 

Após um mês das convenções partidárias e há mais de 20 dias da largada da campanha, 464 postulantes a uma vaga na Câmara Municipal ainda não tiveram os registros de candidaturas julgados pela Justiça Eleitoral.

Nesse período, dois candidatos desistiram de concorrer, mesmo antes do julgamento dos registros. Renunciaram, conforme dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o candidato do Solidariedade, João Copetti, e a candidata pelo PSD, Patrícia Zilio. Os demais continuam em busca de votos enquanto aguardam a definição da Justiça Eleitoral.

João Copetti, que foi secretário municipal de Meio Ambiente na gestão atual e havia deixado o cargo para cumprir o prazo legal de desincompatibilização exigido pela Justiça Eleitoral para poder concorrer na eleição deste ano, afirma que decidiu recuar de concorrer ao pleito este ano em função de alterações na legislação relativa ao prazo de inelegibilidade para candidatos que tiveram condenações na justiça.

 

 

 

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“Como a alteração na legislação poderia me afetar e como eu quero uma candidatura séria, limpa e sem embates jurídicos, a decisão foi por recuar neste momento.

Ocorreu uma falha na interpretação da lei, não foi planejado, até porque havia alterado minha rotina, deixado o cargo, saído da minha zona de conforto. Me dediquei a estudar, montar projetos, fazer planejamentos”, explicou.

 

Mas, Copetti destaca que o projeto de concorrer ao cargo de vereador não foi abandonado e ainda haverá a possibilidade de participar de eleições futuras.

Em casos de renúncia de candidatos a vereador dentro do prazo legal, os partidos têm a possibilidade de substituir o concorrente.

Mas, segundos dados disponibilizados do TSE sobre solicitações de registros de candidatura, nem o Solidariedade, nem o PSD fizeram, até a sexta-feira (16), a substituição.

Em todo o Estado de Mato Grosso, de um total de 12.758 registros de candidaturas, 75 pessoas renunciaram até sexta.

No Estado, a Justiça Eleitoral já deferiu um total de 3.712 candidaturas e indeferiu 62 registros. Ainda houve o cancelamento de quatro registros e dois pedidos não foram reconhecidos.

As estatísticas do TSE também apontam que os principais motivos que levam ao indeferimento dos pedidos de candidaturas em Mato Grosso são ausência de requisito de registro (66,2%), lei da ficha limpa (25,35%) e indeferimento de partido ou coligação (8,45%).

Até sexta, não havia estatísticas para o pleito atual em Rondonópolis, porque nenhum registro foi julgado.

 

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