As aulas presenciais na rede estadual de educação em Mato Grosso, encontram-se suspensas desde março de 2020, devido a pandemia da Covid-19. Contexto que vem sendo substituído pelo modelo de ensino remoto desde o mês de agosto.

Nos últimos dias, foram publicadas várias notícias expondo sobre a possibilidade de retorno presencial, ainda para este ano, tendo em vista que demais setores no estado, já retornaram ao normal e o sistema educacional público, ainda não. Com base nas informações propagadas, levantou diversas indagações, sejam de pais ou responsáveis, professores, gestores, entre outros. Pois o que sabe-se até o momento, é que esse vírus, ainda continua, ceifando a vida de centenas de pessoas em nosso estado, país e no mundo e que por sinal ainda continuará,tendo em vista que até o momento não temos uma vacina, embora vários ensaios clínicos estejam bem avançados, alguns em reta final de testes desenvolvidos por diversos países pelo mundo afora, que ainda não está disponível. Outro fato que pode contribuir é a flexibilização das medidas de prevenção e o fato da população, não se conscientizar em aderir às recomendações da Organização Mundial da Saúde, o que implica nos altos índices de contaminação e acentuando na vida de jovens, crianças e idosos que poderão ser arrebatados.

As discussões acerca do retorno das aulas presenciais, tem sido tema de vários debates entre os órgãos educacionais e de saúde de diversos estados brasileiros, alguns afirmam, em retornar somente a partir do ano que vem, outros acreditam que enquanto não tiver uma vacina eficaz, a volta é improvável.

Com relação ao retorno das aulas presenciais em nosso estado, cogita-se a retomada de forma gradativa, ainda para este ano e justificam que, sendo isto possível, todas as medidas serão tomadas para manter a devida segurança da comunidade escolar.

Porém é válido enfatizar que a escola, ainda é considerada como um dos locais mais perigosos, uma vez que o ambiente de maior incidência de possíveis riscos de disseminação desse vírus, tendo em vista a possibilidade de aglomeração e sendo a mesma, um local de socialização, não tem como ter um controle com crianças, adolescentes e jovens, sem falar com relação aos demais servidores envolvidos com a aprendizagem num mesmo espaço, que muitas vezes é pequeno e pouco ventilado.

Vastas são as interpretações, dos pais quanto a esse retorno, enquanto alguns estão inseguros e preocupados em mandarem seus filhos para a escola diante de tal cenário, afirmando que um ano recupera, a vida não, outros dizem que se os outros lugares podem funcionar normalmente, a escola também pode.

Neste contexto, é válido destacar a diversidade de opiniões, o que nos remete a pensar o quanto é complexo lidar com a dimensão da realidade escolar. Afinal a escola, é o ambiente de interação e integração de indivíduos com cultura, saberes e personalidades diferentes. No entendimento de Moacir Gadotti “A escola é um espaço de relações”. Portanto, cada uma é única, fruto da relação de diversos agentes com culturas diversas. Como lugar de pessoas e de relações, é também um lugar de representações sociais. Para Freire(1996)“A escola não é só um lugar para estudar, mas para se encontrar, conversar, confrontar-se com o outro, discutir, fazer política.”

Sendo assim, a única certeza que temos, é que as instituições de ensino, jamais serão as mesmas de antes. Nesse contexto, a pergunta que fica é: Como e quando devemos recomeçar?

 

(*) Tagiana Maria da Silva Bandeira é mestranda em Educação/UFMT/UFR e Profª. de Geografia da Educação Básica da Rede Estadual/MT. Escola Waldemon Moraes Coelho

 

 

(*) Nair Gonçalves de Souza Barranco é Profª. de Língua Portuguesa da Educação Básica da Rede Estadual/MT. Escola Waldemon Moraes Coelho

 

 

1 COMENTÁRIO

  1. Impressionante a quantidade de erros gramaticais em um texto regido por professores. Há equivocos no uso de virgulas, voz passiva/ativa, colocaçao pronominal (proclise), verbo ter, etc. Realmente, a educação no Brasil está muito aquém do ideal.

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