Mônica Marchett é acusada de homicídio triplamente qualificado – (Foto: Arquivo)

Até o fechamento, da edição a empresária Mônica Marchett, que teve a prisão preventiva decretada pela 1ª Vara Criminal de Rondonópolis, não havia se manifestado. Ela é considerada foragida da Justiça, já que tem em seu desfavor o mandado de prisão em aberto por homicídio qualificado.

Mônica Marchett é acusada de ser uma das mandantes dos assassinatos dos irmãos Brandão Araújo Filho e José Carlos Machado Araújo, em 1999 e 2000.

O pedido de prisão foi feito pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), e acatado pelo juiz titular da Vara, pelo fato do MP não conseguir localizar a empresária para citação judicial da denúncia que foi oferecida sobre o crime, sendo que a mesma sequer constituiu advogado no processo em que está envolvida.

O juiz entendeu que o fato da ré sequer ser localizada mostra que a atitude está “retardando e tornando incerta a sua criminalização, revelando com essa atitude sua intenção de frustrar a instrução criminal e fugir à aplicação da lei penal”.

 

O magistrado avaliou que seria necessário prendê-la para assegurar a aplicação da lei penal, já que ela está em lugar incerto e não sabido.

“No caso concreto, somente a prisão da ré permitirá a continuidade do feito, posto que inclusive os advogados constituídos na outra ação penal, que seguramente sabem desta, mantiveram-se inertes, justamente porque a revelia e ‘sumiço’ favorece à ré”, relatou o magistrado.

 

Entenda

A empresária Mônica Marchett é acusada de homicídio qualificado, por conta de supostamente ter contratado, junto com seu pai, Sérgio João Marchett, os pistoleiros ex-PMs Célio Alves e Hércules Agostinho, para matar os irmãos Araújo, crimes ocorridos em 1999 e 2000, por conta de uma suposta disputa por terras.

O primeiro crime aconteceu no dia 10 de agosto de 1999, onde Brandão foi surpreendido e executado a tiros de pistola em pleno centro de Rondonópolis.

O segundo aconteceu em 28 de dezembro de 2000, onde José Carlos foi executado, também a tiros de pistola, no estacionamento da agência central do Banco Bradesco, também no Centro.

Os dois executores dos assassinatos, os ex-PMs Célio Alves e Hércules Agostinho, foram julgados e condenados, cumprindo pena até os dias de hoje em regime fechado. Já os mandantes, conforme o MP, Mônica e Sérgio Marchett, ainda aguardam os desfechos dos seus processos que se arrastam há vários anos na Justiça.

 

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