O crescimento no número de acidentes de trânsito neste ano de 2020 em Rondonópolis têm se destacado no cenário urbano. A maioria desses acidentes ocorrem por imprudência, como avançar a preferencial, furar o sinal fechado, excesso de velocidade e embriaguez. Além de ocupar leitos em hospitais, as vítimas muitas vezes ficam com sequelas duradouras, sem contar aquelas que morrem.

Na nossa cidade a maior parte dos acidentes de trânsito envolvem motocicletas, que são a maior parte da frota municipal. Nesse quadro de preocupação no trânsito reacende a discussão sobre a necessidade da volta da fiscalização eletrônica na cidade, que foi desativada em janeiro deste ano.

Com isso, o próximo gestor tem no trânsito um importante desafio pela frente. Nessa situação, o A TRIBUNA ouviu algumas pessoas e quis saber: “Na sua opinião, o próximo prefeito deve retomar a fiscalização eletrônica? Sim? Não? Por que?”

Confira, a seguir, as respostas:

 

Roberto Cavalcante de Mendonça – servidor público

“Sim! Deve ser retomada; emergencialmente. A desativação da fiscalização eletrônica foi um dos equívocos mais crassos, cometidos pela atual (des)administração do Município. E agiu em total desfavor da população de Rondonópolis, pois denota o total desconhecimento dos protocolos que significam ao contexto de ‘Mobilidade Urbana’.

Com a retirada dos equipamentos, houve uma reação em cadeia, com respectivo aumento exponencial do número de acidentes, com incremento na gravidade dos ferimentos e seus níveis de complexidades das sequelas sofridas pelos envolvidos e decorrentes destas ocorrências, bem como a pressão que estas exercem por leitos de UTI – numa época de pandemia – também foram puxadas para cima.

Por fim, numa clara demonstração da ‘desadministração reinante’, a interrupção da fiscalização eletrônica é incompreensível por inúmeras razões – entre elas – as de que, além de reduzir drasticamente os acidentes, fornecer dados confiáveis acerca do contingente de condutores e veículos irregulares em nossos logradouros (e eles talvez signifique 30% da frota!), contribuir enormemente no contexto de auxílio à Segurança Pública; ainda se constitui num aporte considerável de arrecadação – que deve ser utilizada na Educação para o Trânsito-, na cidade!

Evidentemente que paga somente por aqueles que insistem em transgredir ao CTB – Código de Trânsito Brasileiro e legislação complementar!”

 

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Ronaldo Batista Alves Pinto – advogado

“É necessária a volta da fiscalização eletrônica no trânsito em nossa cidade.

Infelizmente, muitos motoristas abusam da velocidade e não respeitam os sinais de trânsito.

A fiscalização eletrônica, neste ponto, vai inibir os excessos no trânsito.”


 

Dirceu Capeleto – empresário

“Não. Temos visto que o sistema sempre funcionou com prioridade arrecadatória e punitiva e não educativa; além de ter as formas de instalação destes equipamentos com inteligência de ‘esperteza’, para gerar arrecadação à empresa instaladora.

A sociedade está exausta de tantas penalidades e pegadinhas. O melhor é o sistema de ‘elevado’, uma espécie de quebra-molas alongado, da largura da faixa de pedestres e, obviamente, instalado nos pontos onde precisa ter, pois, se a finalidade é dar segurança aos pedestres, este é o que proporciona confiança ao pedestre atravessar a rua.

Este modelo já funciona em muitas cidades, é de baixo custo de construção, não gera manutenção, é permanente e não penaliza ninguém.”


 

Luiz Carlos Morais Delgado – bancário

“Na minha opinião não, porque eu acho que eu não vi diferença alguma agora, quando parou a fiscalização eletrônica, para quando tinha o sistema. Então, os acidentes que eu vi aí não aumentaram, no meu ponto de vista, nem diminuíram.

Aí a fiscalização se torna mais uma arrecadação e prejudicando o trabalhador que muitas vezes passa despercebido e é flagrado com uma multa.

Então eu acho que, nesse caso aí, não deveria retornar essa fiscalização eletrônica, porque eu acho que não faz sentido e apenas se torna mais um órgão de arrecadação para o município, para o estado e o trabalhador mais uma vez é penalizado.

Então dessa forma, eu acho que deve permanecer como está ficando, porque não vejo grande alteração que teve nessa época que esteve paralisada a fiscalização eletrônica”.


 

Atur Vitório Savian – empresário

“Acho que sim, mas com critério, colocar somente em frente de escolas, hospitais e vias rápidas que teriam como objetivo reduzir a velocidade dos carros. O dinheiro arrecadado poderia ser usado em campanhas educativas.

Outra coisa, a nossa cidade não precisa de muita fiscalização eletrônica. Estamos precisando de semáforos modernos e alguém que saiba deixá-los sempre em bom funcionamento.

Quanto à fiscalização eletrônica, acho que em alguns pontos é necessária, sim.”


 

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