O retorno às atividades do INSS está sendo bastante tumultuado, como todos estamos acompanhando. Por todo o país, a bagunça é generalizada, com médicos peritos que dizem não encontrar condições seguras para voltar ao trabalho e a população, como sempre, sofrendo em portas de agências em busca de atendimento.

Existe um volume gigante de perícias e atendimentos que está parado no INSS. É difícil pensar que, da forma como as coisas estão, tão cedo a situação seja normalizada. Trazendo o problema para âmbito local, fica ainda mais complicado, afinal, o caos por aqui já acontece há vários anos.

Rondonópolis, a terceira maior cidade do Estado e segunda maior economia, conta com uma modesta agência do INSS, que atende também municípios da região. Por aqui, os problemas começam com a estrutura precária, em um prédio antigo e sem conforto algum para servidores e segurados. Depois, o volume pequeno de servidores e a lentidão para as perícias médicas.

Chegamos a ficar por um longo período sem perito na unidade, resultando em muito sofrimento para as pessoas que precisavam do atendimento para acessar seu benefício. Foram muitas intervenções, especialmente do Ministério Público, para que a situação começasse a andar.

Curiosamente, ao mesmo tempo em que o INSS segue totalmente sucateado na cidade, tivemos várias representações em âmbito federal. Senadores, deputados… Mas ninguém conseguiu (ou teve interesse) em mudar essa situação. Um ato político, talvez, fosse o primeiro passo para transformar nossa realidade, mas, perdemos nossa chance nesse quesito.

A saga daqueles que precisam do INSS agora deve ficar ainda mais difícil. Se estava ruim antes, com acúmulo de atendimentos a espera deve ser maior. Fica a torcida para que o Governo Federal encontre formas de retomar o atendimento do INSS o quanto antes, e que coloque em ação algum projeto para agilizar os atendimentos e a fila existente atualmente. Quem depende de auxílio não pode esperar.

 

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