É ou NÃO É uma REvoluÇÃO?

POR QUE que inicio com um questionamento tão forte, logo de cara – de saída? Dito, isso pela prerrogativa de reflexão mais humana, de nossos sentidos mais primários, tal como sentir, ver, ouvir, cheirar… Pois a mudança vem batendo na porta, na janela, no telhado, ou é coisa da minha cabeça?

Vejamos que aquilo tudo que nos provoca a pensar – se é ou não o fim; dos tempos, mundo, planeta, pessoas, caso não seja, ou não concorde, temos parte ao menos da humanidade deixando de existir, seja no sentido físico da existência humana…

Alguns poderão estar se perguntando, ué, esse cronista é sempre tão otimista, pois bem, o meu tempo é agora, e vejo que, mundo muda, muda em nós, os outros, se não pensam, repensando a vida.

Não dá para ficar isolado? Não dá para deixar de trabalhar? Não dá para não estudar, enfim não dá para não ter a condição humana transformada nos muros domiciliares, seja para melhor, ou talvez para o impacto do que está em todos, como as verdades e mentiras mais desconfortantes pulsando para o grito.

Grito esse que pode ser denunciando as queimadas – ou talvez do desrespeito com as diferenças, que me parece se acentuar; é pelo time de futebol, pela religião, liberdade sexual, opinião política, por tudo que seja diferente… Isso no mínimo estranho, pois, se quero que me aceitem, como sou, devo aceitar como as pessoas são, não é? Mas tem mais, muito educado e gentil – pois agora é possível não ser mais, se achar/ter motivos para falar e fazer qualquer coisa, e ofender, desde quando grosseria virou virtude?

Que existência é essa? Que ultrapassou a própria razão, de tantos e tantos valores, começando pelos humanos, depois religiosos e porque não acadêmicos, no sentido da preparação para o médico, advogado, professor estudou para atender bem, certo que por vezes esperávamos mais – ou melhor e recebe o desvalor…

Quanta explosão; Beirute, Brasília, Botucatu… Da violência armada a retórica empírica, do descuido com o outro a massificação da perda, mas tudo isso, é de mudança para um outro nível da condição humana, que podemos tatear passando por Bauman em uma modernidade líquida, do Povo brasileiro com Ribeiro e porque não evocarmos a singularidade do egoismo em Nietzsche que provoca – “sadio e sagrado, que deve ser distinguido de um outro egoísmo, demasiado pobre, faminto, que sempre deseja furtar, o egoísmo dos doentes, o egoísmo doente”.

 

(*) Marcio Martins é Drt. em Ciência da Educação; Educação e Psicologia, Membro da SBNp e C. Psicanalítico.

 

 

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