Às vezes me pergunto: estou neste mundo para quê?

Se tiver tempo, antes de partir para outra dimensão (se é que ela existe), o que vai ocupar meus pensamentos? O que fiz de bom para meus semelhantes ou o que deixei de fazer por eles? Fui uma boa filha? Uma boa mãe? Uma boa amiga? Uma boa profissional? O que as pessoas vão se lembrar e dizer de mim quando eu “fizer a passagem”?

Estas, entre outras, são perguntas que as pessoas só se fazem quando se vêm diante de um diagnóstico de alguma doença terminal. Antes disso, vão vivendo…. Como diz a letra de uma das músicas cantadas por Zeca Pagodinho: “Deixa a vida me levar, vida leva eu …”

Mas ninguém deveria estar diante da morte eminente para se fazer tais perguntas. Elas deveriam fazer parte de nosso cotidiano para evitar que nos tornemos insensíveis, para que nos tornemos pessoas melhores, capazes de proferir uma palavra amiga e ajudar as pessoas a olharem suas vidas de maneira mais otimista. Enfim, para nos tornarmos solidários, comprometidos com os interesses e necessidades dos mais carentes, para demonstrarmos sensibilidade social.

Quando, por um motivo ou outro, nos negamos a fazer isso, perdemos nossa humanidade e nos tornamos uma espécie de marionete, sem amor, sem desejo e sem vontade própria. Apenas seguimos “o fluxo” de forças que comandam nossos pensamentos e ações.

Mas, à medida que nos tornamos conscientes desta realidade podemos dar um basta e assumir o controle. Porém, não conseguiremos este intento sozinhos.

Daí o importante papel de uma educação de boa qualidade, humana e transformadora, baseada no diálogo, “libertadora e não bancária” e que não negue a cultura dos indivíduos, como bem defendia Paulo Freire.

 

(*) Wilse Arena da Costa é profª. Doutora em Educação. Palestrante, Escritora e Membro Fundadora da Academia Rondonopolitana de Letras/MT, Cadeira n° 10.

 

 

2 COMENTÁRIOS

  1. Tem muita gente que nem sabe que está nesse mundo e vai aprontando de tudo que não presta. São, na verdade, o lixo da humanidade. Estupram, roubam, matam, sequestram, se drogam, traficam drogas, órgãos humanos, pessoas e assim por diante, mas existem os outros, já esclarecidos, aqueles com um rosário de diplomas, usam terno e gravata, mas são corruptos e ladrões do dinheiro do contribuinte e, agora, com a pandemia do coronavírus, roubaram centenas de milhões de reais, talvez até bilhões destinados ao combate ao vírus. Quem é pior das duas classes?

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