E se não der certo.
se não conseguir?
Se não estiver perto,
o momento de sorrir?
Se o cansaço bater,
e a alma sucumbir?
Se a saudade doer,
e o jardim não florir?
E se a chuva cair,
e o pranto escorrer?
Se o mal te consumir,
e a fé perecer?
Se a dor for maior,
que o amor que te move?
Se o mal for pior,
do que o que te comove?
Se a luz se apagar,
e só vier escuridão?
Se a verdade negar,
e o sim for só não?
E se tudo ruir,
e ninguém te escutar?
E se nada fluir,
e teu corpo cansar?
Se o caos destruir,
tudo aquilo que é ponte?
Se acaso sentir,
que não há horizonte?
E se tudo for nada,
e esse nada te preenche?
Se o vazio é tudo,
e ainda assim, enche?
E se já não quiser,
que o “se”, seja rei?
Trate de se guiar,
por seu norte ou lei!
Ou será mais um “se”,
um quem sabe ou talvez…
E jamais saberá,
onde foi tua vez…

(*) Sérgio Alves da Silva é auxiliar administrativo, graduado em Biblioteconomia pela UFMT, morador em Rondonópolis.

 

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