O capim rasteiro queimado ao sol
Diz que a chuva atrasou.
Das árvores caíram as folhas do estio,
O vento joga para onde quer levar.

No meio da seca e do caos
Surge ele… tão belo, a despontar no deserto
Como a luz do sol no horizonte,
Trazendo alegria e esperança.

Eu sei… muitas vezes
Meu leito seca como o Saara
Meu cerrado chora a mesma dor.
Aquelas flores renovam os sonhos
Dizendo que a vida renasce
Sem nada perder o valor.

Às vezes eu me sinto assim
Como um deserto sem vida a secar.
De repente eu vejo você imponente e bela
Como as flores do ipê a me renovar.
Dizendo que nosso chão tem fertilidade
Paro e penso… os sonhos são renovos,
Muitas vidas em nós hão de brotar.

(*) Isaías Dias é poeta e romancista, membro da ARL. Autor do livro, A Chalana do Adeus.

 

DEIXE UM COMENTÁRIO

Please enter your comment!
Please enter your name here