Bancos de areia nas proximidades da ponte
Aroldo Marmo de Souza dão uma ideia da situação – (Foto: Patrícia Cacheffo)

 

Já são mais de 130 dias sem chuva na cidade e a estiagem segue castigando o Rio Vermelho, que é responsável por 50% do abastecimento de água do município. Segundo informado pela Defesa Civil de Rondonópolis, o nível normal deste curso d’água é de um metro e meio e, atualmente, ele se encontra cerca de 70 cm abaixo do normal.

O nível do rio é monitorado diariamente pela Defesa Civil, que tem uma régua de medição nas proximidades da ponte na BR-163/364.

O mesmo tipo de monitoramento é feito pelo Sanear, em sua unidade de captação de água, nas proximidades dos fundos do Condomínio Terra Nova.

 

 

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O nível crítico das águas, como já noticiado anteriormente, tem prejudicado a captação e o abastecimento na cidade está comprometido há alguns dias.

Na cidade, as reclamações sobre a falta de água acontecem em diversos bairros com moradores relatando que a água só chega durante a madrugada, muitas vezes sem força para chegar até as caixas d’água.

Como o nível está muito baixo, muita areia acaba sendo levada, o que obriga as equipes do Sanear a pararem a captação para realizar a limpeza da bomba.

Atualmente, essa paralisação para limpeza tem ocorrido de cinco a seis vezes por dia, comprometendo em 15% o abastecimento da cidade.

Obras estão sendo realizadas e haverá uma mudança na forma de captação do rio, mas se trata de um trabalho em andamento e, para este momento, o problema na captação deve prosseguir até voltar a chover.

Como já informado pelo A TRIBUNA, existe previsão de chuva para o início da próxima semana, com probabilidade de chover em 60%.

Contudo, conforme portais especializados, o volume de chuva deve ser baixo, o que ajuda a melhorar a umidade relativa do ar e a questão das queimadas, mas ainda não resolve o problema da baixa do rio.

Vale lembrar, a cabeceira do Rio Vermelho fica situada no Município de Poxoréu, por isso, é importante que, para que o nível volte a subir, chova no município vizinho.

 

1 COMENTÁRIO

  1. É muito triste ver esta realidade do País, onde precisa arremeter em função da fumaça e alguém ainda diz que existem apenas alguns focos de incêndios… A conta ambiental cedo ou mais tarde sempre vem. É pena que seus devedores quase nunca se conscientizam e continuam a destruição sem piedade.

    Aires José Pereira é escritor com 17 livros publicados, prof. e coordenador do curso de Geografia da UFR, coautor do Hino Oficial de Rondonópolis, membro da Academia de Letras de Araguaína e Norte Tocantinense.

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