Aqui as minhas rimas,
Não as separo sem sina.
Nem as defino em sílabas,
É no sentir que a atina.

Assim sem esquema,
Dou vida a rima.
Faço delas cama,
No fogo que queima.

Ainda que elas sejam brancas,
Minhas rimas são ricas.
Nelas eu deixo minhas broncas,
Vou deixando as dicas.

Aqui essa minha poética,
Vai aos poucos se definindo.
Na minha rima estética,
E seu espaço vai assumindo.

Assim as coisas são ditas,
Nas entrelinhas em rimas.
Sem as tornarem suspeitas,
Nas direções que se rumas.

Ainda que as vezes as palavras,
Parecem perdidas antes e depois.
Mas as vírgulas situam as rimas,
No sentido que só se ver depois.

(*) Joabe Tavares de Souza é poeta e historiador em Rondonópolis.

 

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