Cento e setenta e cinco (175) anos já se passaram desde o término da Epopeia Farroupilha, em cuja bandeira do Rio Grande do Sul consta as palavras “Liberdade, Igualdade e Fraternidade”, conquistadas através de lutas memoráveis, sangue, idealismo, honra e justiça.

O Brasil não é de fato uma Democracia, não para a grande maioria de nossa gente, basta observarmos o valor atual do salário-mínimo de R$ 1.045,00, quando, na realidade, deveria ser superior a R$4.000,00. Na verdade, salário-mínimo é a nova forma de escravidão no Brasil. Nos tempos dos senhores de engenho, de minas e dos barões do café, não havia salário-mínimo, mas comida barata e senzala para os escravos. De lá para cá mudaram tão somente os meios, todos mais sofisticados e sutis, pois as leis e os direitos são ditados de acordo com a conveniência dos banqueiros, multinacionais, indústria farmacêutica e automobilística, redes de supermercados e farmácias, grandes empresários da construção civil e dos mais diversos ramos influentes, desembargadores, juízes, Congresso Nacional (Legislativo) e do Judiciário, que detém de fato a última palavra, isto é, a canetada definitiva e calem-se as demais bocas. No presente momento entendemos que o Executivo Federal tenta algo em favor do povo, mas são medidas paliativas, pois é limitado ao poder dos bastidores.

O trabalhador brasileiro produz bens e riquezas e paga altos impostos para que os senhores “de engenho, de minas e os barões do café”, quero dizer, os magnatas de terno e gravata possam usufruir do bom e do melhor, com todas as vantagens que o poder oferece, como jantares suntuosos, por exemplo, grande acúmulo de bens materiais, fantásticos lucros, etc. Essas pessoas realmente vivem numa democracia plena, mas não para a grande maioria de nossa gente, que tenta sobreviver com o salário-mínimo e aposentadoria que deixa a desejar. Isso tudo sem considerar a corrupção, roubalheira e impunidade, em governos anteriores, valores que ultrapassam os dez (10) trilhões de reais e mais de doze (12) milhões de desempregados. Esse é um dos motivos pelo qual o Brasil se encontra nessa situação crítica. Decência e honra, gestão pública e ética deixou de existir.

Essa é a realidade do Brasil e isso vem acontecendo desde o seu descobrimento em 1.500.

 

(*) Orlando Sabka é funcionário público aposentado em Rondonópolis.

 

 

1 COMENTÁRIO

  1. Obs.: nunca fui funcionário público, sempre na inciativa privada, desde lavador de garrafas a escriturário, contador, diplomado em Administração de Empresas; gerente de empresas, tanto nacionais como multinacionais e tendo com obi escrever artigos (só para o jornal A Tribuna são mais de 20 anos, que muito me orgulha), comentários, poesias, contos, pensamentos, diversas obras literárias, sendo duas registradas em Direitos Autorais junto à Fundação Biblioteca Nacional, mas sem “cacife” para publicar, mas, mesmo assim, sem nunca desistir de continuar em frente, pois isso para mim faz sentido à vida e mantém a mente aberta. Disponho de um blog http://www.jjbrazil2.blogspot.com.br, com mais de 1.400 publicações, cuja aceitação internacional é mais um motivo de orgulho para mim. Dou a minha contribuição, dentro do possível e isso me deixa muito feliz, pois ao longo da vida recebi muitas pancadas e isso foi um belo aprimoramento. Grande abraço, com as bênçãos de Deus.

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