Agentes da Polícia Federal cumpriram mandados de busca e apreensão em várias cidades, no combate a diversas práticas criminosas cometidas em território brasileiro – (Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)

 

A Polícia Federal deflagrou, ontem (11), a Operação Sem Sinal, que visa desarticular a comercialização e fornecimento de serviços irregulares de TV por assinatura na rede mundial de computadores. Policiais federais cumpriram mandados de busca e apreensão, em cidades da região sul do país.

A investigação teve origem em informação do Laboratório de Inteligência Cibernética do Ministério da Justiça, que constatou a possível ocorrência de furto de sinais com a finalidade de obtenção de vantagem econômica através de sua comercialização na rede mundial de computadores.

A prática criminosa funciona através da exploração de vulnerabilidades dos sistemas de transmissão das empresas proprietárias do material, numa espécie de “pirataria” digital.

A comercialização é oferecida abertamente na internet, dando aparência de normalidade ao negócio.

Os serviços são oferecidos por valores muito menores que os usualmente praticados, pois não arcam com qualquer custo de produção e divulgação de conteúdo, de direitos autorais e de tributos, causando prejuízos não só à cadeia produtiva desse segmento, mas também à geração de empregos, ao recolhimento de tributos e ao próprio consumidor, que fica impossibilitado de buscar os órgãos de defesa em caso de falhas na prestação do serviço, uma vez que os sítios que os hospedam estão localizados no exterior.

Nos autos do inquérito policial instaurado para apuração completa dos fatos, os investigados poderão ser indiciados pela prática dos crimes de violação de direitos autorais, de forma continuada (artigo 184, par. 3º, c/c artigo 71, ambos do Código Penal), e associação criminosa (artigo 288 do Código Penal), cujas penas máximas somadas podem superar nove anos de prisão.

 

Fraudes no Postalis

Também ontem, a PF e o Ministério Público Federal (MPF), com apoio dos Correios, cumpriram seis mandados de busca e apreensão no estado do Rio de Janeiro. A chamada Operação Rebate investiga o uso de empresas de fachada para desviar dinheiro do fundo de pensão Postalis.

De acordo com o MPF, o diretor-presidente de uma grande instituição financeira, cujo nome não foi divulgado, desviava recursos de fundos de investimento que recebiam aportes do Postalis por meio da dissimulação de taxas de comissão (rebates) repassadas para duas empresas vinculadas ao investigado.

Tais mandados buscavam reunir provas sobre a prática de crimes, como lavagem de dinheiro, assim como localizar bens de alto valor supostamente adquiridos pelo investigado, como joias, metais e pedras preciosas pagas com o uso de dinheiro em espécie, em valores superiores a R$ 45 milhões.

 

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