Desde o começo da pandemia, o prefeito de Rondonópolis, Zé Carlos do Pátio, tem evitado conceder entrevistas sobre a situação da pandemia do novo coronavírus em Rondonópolis.

Sabe-se que, mesmo com a soberania do Comitê de Gestão de Crise, o prefeito tem grande poder sobre as ações que são realizadas na prevenção e combate ao coronavírus na cidade.

Agora, recentemente, uma de suas ações mais polêmicas foi o projeto que destinava mais de R$ 30 milhões, oriundos do auxílio do Governo Federal neste período de pandemia aos municípios, para pagamento de contas, obras públicas e folha de pagamento.

 

 

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Nesse sentido, o A TRIBUNA entrevistou algumas pessoas da sociedade e indagou: “O prefeito Zé Carlos do Pátio está conduzindo bem as ações de combate e prevenção à pandemia na cidade?”

Confira a seguir as respostas.

 

Benedito Primo Vieira, taxista e presidente do Sindicato dos Taxistas da Região Sul de Mato Grosso

“O prefeito Zé Carlos do Pátio saiu muito bem ao ter criado essa equipe para estar monitorando a evolução dessa epidemia em nossa cidade.

Hoje sabemos bem que esse coronavírus é um vírus muito agressivo e que dificilmente consegue rebater a disseminação de uma vez por todas, mas a equipe que o prefeito criou está trabalhando muito bem no monitoramento da evolução da disseminação do coronavírus em nossa cidade.

Então, é um trabalho árduo, é um trabalho difícil de ser conduzido, mas com tranquilidade e com responsabilidade dos profissionais da área estão conseguindo combater a evolução dessa epidemia em nossa cidade. Graças à tranquilidade e graças à responsabilidade do prefeito que está aí, com muita tranquilidade, em conjunto com sua equipe, vem conseguindo combater a disseminação da covid-19 em nossa cidade.

A preocupação do prefeito é o aumento sem controle dessa epidemia em nossa cidade. Então, é por isso que estão aí essas equipes trabalhando diuturnamente no combate desse aumento exorbitante dessa epidemia em nossa cidade.

Já criou um bocado de PSF em nossa cidade, fazendo aquele trabalho de estar coletando exames das pessoas para que a epidemia não se alastre na nossa população e manter o controle de mortalidade em nossa cidade. E para manter esse controle ele tem que ter umas equipes trabalhando preventivamente no combate desse aumento de coronavírus em nossa cidade.

Eu acho que a saída foi essa que o prefeito encontrou e foi uma saída muito louvável, pois hoje nós temos um índice de mortalidade ainda em nossa cidade, mas um índice de mortalidade que não aumentou mais, manteve estacionado esse índice de mortalidade graças a um trabalho protetivo do prefeito de nossa cidade. Então a gente só tem que agradecer o trabalho árduo do prefeito.”


 

Francisco Teodoro da Silva – pescador e presidente da Colônia Z3 de Rondonópolis

“Sobre a urbanização da cidade dou nota dez para o prefeito. Agora falta atenção na saúde por parte do prefeito. Nós apoiamos ele para prefeito, ganhou e nunca mais veio na Colônia.

Na parte da saúde ainda, dou nota zero, na questão temos o nosso Rio Vermelho extravasamento de esgoto e o prefeito não fez nada. Ele pode até mentir que fez, mas eu provo que não fez. É dia e noite esgoto no Córrego do Bambu.”


 

Wanderlan Barreto da Rosa – economista, professor universitário e consultor

“Quanto a pergunta minha resposta é não. Minha resposta enquanto cidadão, morador dessa cidade, eu te digo que não. Na minha opinião não está fazendo uma boa gestão. E por que?

A resposta ao porquê disso daí só é só perguntar para os familiares dessas mais de 180 pessoas que faleceram. Se o Jornal A Tribuna fizer um estudo na linha do tempo desde março para cá, nós vamos ver que muita coisa poderia ter sido feita e não foi feita. Quanto se aplicou na saúde?

A população gostaria de saber quanto se aplicou. Quanto foi realmente investido na saúde? Nós não sabemos quanto foi realmente investido. Nós sabemos que o empresariado contribuiu bastante.

Está contribuindo imensamente doando respiradores, doando materiais, montando UTIs e etc. Mas o que nós poderíamos ter feito para melhor? Nós poderíamos ter feito testes, nós poderíamos ter feito a saúde preventiva. O que foi feito pela saúde básica do município desde março para cá?

Então são coisas, são questões que tem que ser levantadas. Quanto de dinheiro o Município recebeu para combater o vírus, para resolver essa questão. Nós temos estrutura física de saúde bem boa no município.

O que nós não temos são recursos humanos e nós não temos equipamentos suficientes, UTIs suficientes. Quantos dias nós ficamos com nossas UTIs lotadas, superlotadas e nós não tivemos resposta para isso.

Então se nós tivéssemos, desde março, trabalhado em conjunto, que a sociedade tivesse participado, não só um comitê mas se tivesse um conselhão municipal em que todas as entidades tivessem unidas e dando a sugestão, ajudando a gerenciar a crise, fazendo testes, aplicando testes em toda a comunidade, sendo aí 100 mil testes, 200 mil testes, sei lá, 150 mil testes, mas se nós tivéssemos fazendo isso e estivéssemos trabalhando na saúde preventiva será que nós teríamos perdido mais de 180 pessoas, será que nós tínhamos aumentado tanto o nível de desemprego? Será que nós teríamos tanto microempresário hoje que não tem o que botar na panela?

Vão perguntar para os músicos, para cozinheiros, para pessoas que estavam trabalhando e que hoje não tem emprego. Vamos perguntar para os empresários que fecharam as portas. Quantas lojas fecharam portas e quantas ainda talvez vão fechar.

Eu acho que faltou, na minha humilde opinião, faltou uma atenção maior, faltou um projeto. Na verdade, faltou um planejamento estratégico lá no início, em março, de tal forma que nós pudéssemos ter olhado a saúde como prioridade. Não adianta nós ficarmos falando em asfaltamento de rua, em obras públicas agora, nesse momento.

O que nós podemos agora é salvar vidas, garantir vidas, garantir que as pessoas possam trabalhar, garantir que as pessoas possam alimentar suas famílias. Nós temos que olhar para trás e ver o que nós estamos fazendo, que legado vai ficar para essa cidade, para essa juventude que tem entre 8 e 10 anos hoje.

Qual é o legado que nós vamos deixar? Que toda a sociedade vai deixar? Que o poder público poderia deixar para geração que está vindo aí. Então, eu acho assim, na minha opinião, apesar do prefeito ser uma boa pessoa, ser um chefe de família, bem intencionado, mas eu acho que como executivo nesta situação aqui, para fazer justiça, acho que não foi bom não. Na minha opinião não está bom.

E nós vamos perder mais vidas. Nós vamos perder mais vidas ainda se nós não fizermos nada ou se nós fizermos pouco. O pouco que está sendo feito na cidade está sendo feito pelos empresários, através do Missão Cidadão, e outras iniciativas populares e de empresas.

Então eu acho que não é o momento para se gerar discussão se tem recursos financeiros aí que veio do governo federal, que sirva de cenário para onde ele realmente deveria ser aplicado mesmo. Asfalto, obras públicas, nós vamos fazer ali na frente, logo ali adiante. Não adianta ficar falando ‘ah caiu a receita’, agora diminuiu a receita.

Vamos ajustar nossas despesas então. É assim que a gente faz nas famílias, as famílias fazem assim. Quando o salário cai o que as famílias fazem? Reduz os gastos. Se adéquam os seus gastos, o seu orçamento pessoal, seu orçamento familiar são ajustados de acordo com a receita.

Caiu a receita, o que nós vamos fazer? Vamos parar, alguma coisa nós não vamos fazer mais. Vamos dar um tempo. Então é a mesma coisa agora. Tem dinheiro, veio dinheiro, vamos priorizar o que? Vamos priorizar a saúde? Vamos aumentar o número de UTIs, vamos fazer testes, testes em vários pontos da cidade, vamos olhar pela saúde básica e ver o que isso pode ser feito de melhoria, conseguir resultados.

Eu acho que eu como cidadão, como chefe de família e que tem uma relação grande eu gostaria que as escolas estivessem funcionando, eu gostaria que os restaurantes, bares estivessem funcionando, que essas pessoas que são garçons, que são cozinheiros que pudessem estar trabalhando, voltassem ao trabalho.

Eu gostaria de ver esse movimento todo na cidade de novo, mas a gente não pode fazer isso, não pode. A gente tem que ir devagar, tem que ir cautelosamente. Porque a gente não sabe o que vai ser amanhã, nem depois. Então essa é a minha opinião. Não está fazendo uma boa gestão. Não está não. Poderia ser muito melhor.”


 

Samir Badra Dib – advogado e professor universitário no curso de Direito e coordenador do Unijuris – Núcleo de Prática Jurídica da Unic Rondonópolis

“A conduta do prefeito José Carlos do Pátio no combate e prevenção a pandemia da covid-19 na cidade vem sendo satisfatória e eficaz. E por quê?

O prefeito, em conjunto com seu secretariado, teve atos que ajudaram que as dificuldades já preexistentes na saúde, que poderia entrar em colapso com essa pandemia, não ocorresse em nossa cidade, comprovado atualmente pela estabilidade e queda de contágio do coronavírus.

E hoje, contando com mais um hospital municipal localizado na Avenida Lions Internacional que vem prestando um atendimento humano e de excelência aos pacientes e familiares. Afirmo isso por vivência com familiares que necessitaram de atendimento oferecido pelo Município.

Quando falo de atendimento humano e de excelência, é porque os profissionais que ali trabalham, desde o pessoal da limpeza, manutenção, técnicos, enfermeiros, médicos e diretores, realizam um tratamento com humanização para a recuperação do paciente já fragilizado, bem como aos familiares que buscam notícias de seus entes ali internados.

A assertiva nas medidas tomadas pelo prefeito, de início, com o isolamento social e depois com a abertura parcial e gradual do comércio em geral, ajudou a controlar e diminuir o contágio da covid-19. Em resumo, as ações tomadas pelo prefeito José Carlos do Pátio foram assertivas de modo a priorizar a saúde de seus cidadãos.”


 

Álvaro Luis Fruet – empresário

“Em resposta a enquete sobre a condução dos trabalhos por parte do prefeito, eu acho que ele está faltando. Está deixando a desejar. Não está tendo diálogo, não está tendo atitude e nem gestão. Não fez o dever de casa que era ter feito.

Nós estamos há mais de 6 meses com a epidemia, todo mundo sabia que precisava das UTIs, o prefeito não fez e as ações do lockdown, de fechar o comércio, fechar as empresas, não está funcionando. Tanto é que estamos aí com vários óbitos diários.

Então, eu acho que o prefeito nesse caso específico da covid-19 está muito falho com a sociedade e, principalmente, na falta de diálogo com as classes empresariais, e também a atitude que você vê que agora que começou uma reação de fazer uma checagem preventiva.

Coisa que o Missão Cidadão já está fazendo e que foi onde eles se espelhou. Então o que falta para o prefeito realmente é gestão, é administração.”


 

Tiago Coelho – Empresário

“Não, o prefeito não fez o trabalho preventivo, de coletar amostras para exames da população, não investiu com prioridade em leitos e UTI para receber infectados por covid-19, não priorizou medicamentos para combater o vírus…

Isolamento social não existiu, o que existiu foi isolamento comercial, fechando o comércio da área central e deixando área periférica sem fiscalizar, com comércio e indústrias ao lado das rodovias BR 163/364 funcionando em sua totalidade. Isso é justo?”


 

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